Poesia

Terça-feira, 2 Dezembro, 2008 at 12:43 | In Poesia | Leave a Comment
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Cien Sonetos

tulipas

Soneto XVII


(Cien sonetos de amor – Soneto XVII – Pablo Neruda)

“No te amo como si fueras rosa de sal, topacio

o flecha de claveles que propagan el fuego:

te amo como se aman ciertas cosas oscuras,

secretamente, entre la sombra y el alma.

Te amo como la planta que no florece y lleva


dentro de sí, escondida, la luz de aquellas flores,

y gracias a tu amor vive oscuro en mi cuerpo

el apretado aroma que ascendió de la tierra.

Te amo sin saber cómo, ni cuándo, ni de dónde,


te amo directamente sin problemas ni orgullo:

así te amo porque no sé amar de otra manera,

sino así de este modo en que no soy ni eres,

tan cerca que tu mano sobre mi pecho es mía,

tan cerca que se cierran tus ojos con mi sueño.”


~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~

“Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio

ou flecha de cravos que propagam o fogo:

te amo como se amam certas coisas escuras,

secretamente, entre a sombra e a alma.

Te amo como a planta que não floresce e leva


dentro de si, escondida, a luz daquelas flores,

e graças a teu amor vive escuro em meu corpo

o estreitado aroma que subiu da terra.

Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,


te amo diretamente, sem problemas nem orgulho:

assim te amo porque não sei amar de outra maneira,

a não ser deste modo em que não sou nem és,

tão perto que tua mão sobre o meu peito é minha,

tão perto que se fecham teus olhos com meu sono.”


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