Condenada à morte por um copo de água

LIVRO - Asia Bibi

(capa do livro)

 

Imagino que naquedia dia poderia estar fazendo muito calor. Ela vai até o poço, tira o balde de água, enche seu copo e bebe até o fim. Depois enche de novo e oferece a uma mulher que está ao seu lado.

Com esse gesto assina sua sentença de morte! E morte por enforcamento!

 

Asia é uma camponesa cristã católica e está acompanhada de suas companheiras muçulmanas. Ao mergulhar de novo o copo no balde depois de ter bebido a água ela “conspurcou” (corrompeu, contaminou) a água.

 

Asia Bibi - e as filhas02 (Asia com as filhas)

 

 

Sendo assim como forma de “consertar” o ocorrido, as companheiras muçulmanas exigem que ela abandone o cristianismo e se converta ao Islão, tornando-se uma muçulmana.

 

Bibi se recusa e rapidamente as companheiras a acusam de blasfêmia. Alegando que ainda por cima “esta herege não baixou os olhos quando foi repreendida”. No Paquistão, “ser cristão é saber baixar um pouco os olhos”.

 

Bibi então é ameaçada e condenada a morte por causa de um copo de água. Temos a impressão de que todo o mundo está “globalizado”, mas não raro certas coisas ainda apresentam-se barbaramente primitivas.

 

 

Das vozes que vieram em seu socorro visando uma justa defesa,

 

Asia Bibi - governador assassinado

tanto o governador de Punjabe, Salman Taseer,

 

como o  Ministro das Minorias Religiosas

,Asia Bibi - ministro assassinado 

Shahbaz Bhatti – um muçulmano e o outro cristão.

 

Foram brutalmente assassinados e tiveram suas mortes comemoradas por parte da população.

 

 

 

Atualmente presa em Sheikupura, no Paquistão, durante esses anos de prisão, muitas pessoas ligadas direta ou indiretamente à questão foram assassinadas. No canal da Fundação AIS no youtube, podemos ver os depoimentos sobre o livro recém lançado: “Blasfémia – Condenada à morte por um copo de água”. Assinado por Asia com ajuda e co-autoria da jornalista Anne-Isabelle Tollet, que esteve no Paquistão com ela pessoalmente. O livro foi impresso pela Editora Aletheia e também conta com a colaboração da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (Fundação AIS).

 

 

 

 

“Nesse dia estão 45 °C, nos campos do Punjabe. Asia está há várias horas a apanhar bagas. Uma colheita penosa, mas Asia e o marido têm cinco filhos para alimentar. Por volta do meio-dia, alagada em suor, Asia desloca-se ao poço mais próximo, pega num copo e bebe água fresca. Um copo de água e depois outro. É então que, por estupidez, uma sua vizinha grita dizendo que aquela água é das mulheres muçulmanas – e que Asia, cristã, está a sujar a água ao servir-se dela. A discussão sobe de tom… E de repente espalha-se uma palavra: «Blasfémia!» No Paquistão, é morte certa. O destino de Asia está traçado. Era o dia 14 de Julho de 2009. Asia Bibi é atirada para a prisão. Um ano depois, é condenada à morte por enforcamento. Em seguida, fica a apodrecer numa cela sem janela. A sua família é obrigada a fugir da aldeia, ameaçada pelos extremistas. Dois homens vêm em socorro de Asia Bibi: o governador do Punjabe e o ministro das Minorias – um muçulmano, o outro cristão. Ambos são selvaticamente assassinados. Asia Bibi escreve-nos do fundo da prisão. Tornou-se um símbolo para todos os que lutam, no Paquistão e no mundo, contra todas as violências exercidas em nome das religiões.”

 

«Asia Bibi é um símbolo de tudo o que desde sempre nos faz indignar e mobilizar.» Michèle Fitoussi, ELLE

ISBN: 978-989-622-417-2
Formato: 140x220mm
N.º de páginas: 144/150
Capa: brochada
Preço: 11,00€

 

“Este é um relato extraordinário na primeira pessoa, um pedido de ajuda tocante. Asia Bibi tornou-se um símbolo de tudo o que desde sempre nos faz indignar e mobilizar.” (Para adquirir o livro)

 

O apoio da Fundação AIS à divulgação deste livro insere-se na missão e área de acção da própria instituição. O ano passado, o Bispo Auxiliar de Lahore, no Paquistão, D. Sebastian Shaw esteve em Portugal, a convite da Fundação AIS e deu o seu também impressionante testemunho sobre a realidade da perseguição e as dificuldades por que passam os cristãos naquele país de maioria muçulmana.

 

A Fundação AIS tem presente uma grande campanha de apoio a Asia Bibi e a todos os cristãos perseguidos pela sua fé. Trata-se de uma acção que visa recolher apoios materiais para estas comunidades religiosas, mas também de apelo à oração.

 

Ainda recentemente foi enviado ao Bispo do Paquistão um livro digital (You are not alone) com os nomes de todos os nossos benfeitores que participaram já nesta corrente de oração.

 

Também no Facebook a Fundação AIS tem vindo a dinamizar o grupo Salvem a Asia Bibi, que congrega já mais de 1.700 pessoas.

 

Acenda uma vela você também!!!!

 

 

 

 

 

Aqui mais sobre o caso Asia Bibi

 
* Assine aqui a petição para libertar Asia Bibi

Links das petições:
http://www.petitiononline.com/Asiabibi/petition.html
http://www.christianfreedom.org/news/petion-to-free-asia-bibi/
http://www.petitionbuzz.com/petitions/asiabibi

(Links da postagem do Blog “Vida em Sociedade)

 

 

 

FONTES:

Agência Fides
http://www.fides.org/aree/news/newsdet.php?idnews=31130&lan=por

Fundação Ajuda à Igreja que Sofre – AIS
http://www.fundacao-ais.pt/cms/view/id/335/
http://www.fundacao-ais.pt/noticias/detail/id/2177/

Canal da Fundação AIS no YouTube
http://www.youtube.com/user/fundacaoais

http://www.youtube.com/watch?v=7DaBDYCdmRw&feature=related

Observatório da Imprensa
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/asia-bibi-uma-paquistanesa

Editora Aletheia

http://www.aletheia.pt

E+Blog – Encontro dos Blogueiros Católicos

Foto oficial do E Blog_17-09-2011

"Demorou!!" – Como diria uma querida sobrinha postiça ;-)

Na corrente da pós-modernidade e da contracultura, na proposta de valorizar e resgatar aspectos cristãos presentes nas mais variadas questões do mundo, blogueiros católicos se reuniram neste sábado, no primeiro encontro do tipo da Arquidiocese do Rio.

inicio

Desculpe-me o IBGE e outros "és"… nunca fui muito fã dessas tais "pesquisas" (nunca fui entrevistado sequer uma vez em toda a minha vida… ops). Mas penso que, até para um dos estados do Brasil registrado como o que tem "o menor número de católicos" (hummmm…), a iniciativa do Encontro E+Blog e a presença dos blogueiros, mesmo que não “maçiça”, esteve equiparada como uma boa, zelosa, providente e otimista inicativa de ponta, pois o ‘caminho se faz caminhando’.

trocas

Antenados e reconhecendo os anseios de uma nova forma de apresentar a Boa Nova nas mídias, como bem mencionou o padre Marcos Wilian, após o encontro ocorrido no Vaticano (em maio deste ano de 2011), a Arquidiocese do Rio foi a primeira diocese DO MUNDO a realizar um encontro regional diocesano nos mesmos moldes. Evento semelhante com blogueiros vai acontecer somente em Madri em novembro deste ano.

Dom Orani

Dia curto e agradável com a simpática presença de nosso arcebispo, Dom Orani Tempesta, nossos padres auxiliares, pessoas agradáveis, boas conversas, colocações e idéias estimulantes. Parabéns à equipe organizadora. Só pode vir coisa boa pela frente. “Saiu um semeador a semear…”   ;-)

 

A Informante

        “The Whistleblower”, lançado em agosto de 2011 (“A Informante”) é um filme rodado no Canadá e Alemanha), dirigido por Larysa Kondracki, com roteiro de Larysa Kondracki, Eilis Kirwan.

A Informante - cartaz

        Este seria mais um daqueles corriqueiros filmes “inspirado em fatos reais”, que tão bem conhecemos, caso não fosse uma história que pincela assunto tão delicado. Um tanto silencioso quanto monstruoso e recorrente no mundo inteiro.

        O o roteiro narra um caso que é considerado um dos “maiores escândalos da ONU“. Daí podemos imaginar a desmemória junto com os “panos quentes”. Pense se você por acaso leu, assistiu ou lembra de alguém ter falado – mesmo que vagamente – algo a respeito, por estes anos.

        O filme narra a história de Kathryn Bolkovac (Rachel Weisz), uma policial esforçada e dedicada, que aceita trabalhar para as Nações Unidas como pacificadora na Bósnia de 1999, que passa por uma reconstrução pós-guerra. Seus desejos de ajudar a reconstruir um país devastado são destruídos quando ela fica face a face com a dura realidade: uma vasta rede de corrupção e tráfico sexual que é encoberta pela ONU.

(parte do elenco com a protagonista real da história ao centro – de vermelho)

 

        A história revela e denuncia uma das industrias que mais crescem no mundo todo, segundo a imprensa e relatórios de orgãos humanitários internacionais: o tráfico de mulheres a fim de exploração sexual.

        Kathryn leva a investigação adiante, sendo desacreditada e demitida por expor o envolvimento dos agentes da ONU no tráfico sexual no país. Posteriormente ela processou seus empregadores e ganhou uma boa indenização, segundo informação do pessoal do Manhattan Connection. A história antes de ser filmada também “virou” livro nos EUA.

        Recentemente conversando com uma amiga que passou longo período no exterior, ouvi o relato dela que chegou a ser aconselhada a não viajar e/ou frequentar sozinha determinados países e lugares. Mesmo não sendo regiões de guerra civil ou de conflitos abertos, foi recomendado às mulheres que, num país de maioria muçulmana, não ficassem sozinhas na presença de homens do lugar. E o lugar no caso seria um mercado de antiguidades e afins. Esse “conselho” se deu possivelmente devido a costumes locais, considerados comuns àquela cultura, mas que aos olhos da cultura ocidental, constitue assédio. Esse relato do mercado ocorreu, por exemplo, no Marrocos. Mas não é difícil imaginar algo semelhante no Egito, por exemplo.

(Eleanor Roosevelt com a Declaração dos Direitos HUmanos, 1949)

        Lembrando que mesmo na ausência da violência/ contato físico é comum ocorrer o o assédio sexual, que pode ser traumático, pelo fato de expor às mulheres a comentários humilhantes e situações vexatórias, sentindo-se muitas vezes ameaçadas.

        Pode não ser difícil imaginar situações de aliciamento semelhantes, na Ucrânia (como relato do filme), Budapeste, Bósnia, Sudão, Darfur ou Leste europeu. Um estudo estatístico “menciona 40 mil casos de estupro documentados em 1993, durante o conflito na Bósnia-Herzegovina. O número de mulheres kosovares estupradas em um ano, entre agosto de 1998 e agosto de 1999, no conflito com o governo iugoslavo, pode ter chegado a 45 mil.

“Em uma amostra de ruandesas entrevistadas em 1999, 39% declararam ter sido estupradas durante o genocídio de 1994, enquanto a proporção daquelas que conheciam uma vítima de estupro chegava a 72%. Estimativas semelhantes são colhidas em conflitos no Burundi, na República Democrática do Congo, na Colômbia, na Libéria e, mais recentemente, na região de Darfur, no Sudão.”

   (ONU cobra ação internacional contra estupro em guerra)

         Nos massacres de Bogoro (uma pequena cidade na província de Ituri, na República Democrática do Congo (RDC) e de Ituri, também no Congo), a alguns anos atrás – não se trata de imaginar-se – os conflitos que dividiram a antiga Iugoslávia. Em Ruanda e nas guerras civis dos países africanos e mais recentemente – agora – em Mianmar, Congo e na Líbia temos relatos de violência cometida nestes mesmos padrões, tantos pelos locais, como pelas forças estrangeiras.

        Tudo aliado ao estupro realizado como “arma de guerra” das mais cruéis e recorrentes que pode-se ter relato no século passado e no século presente. Agressão realizada muitas vezes por aqueles que deveriam representar os poderes da lei, da ordem e da solidariedade, como no caso dos “capacetes azuis” ou “boinas azuis”, em forças de “pacificação” em países da África, por exemplo.

“Tropas da ONU também foram acusados de estupro, abuso sexual ou solicitar prostitutas durante várias missões de paz, começando em 2003, no Congo, Haiti, Libéria, Sudão, Burundi e Costa do Marfim.”

(Wikipedia/Referências: 25ª a 30ª)

 

 

       “Siga o dinheiro”, esta fala de um desses filmes americanos de investigação sobre corrupção e lavagem de dinheiro dá a pista necessária, caso um dia ocorra uma investigação ampla e séria.

       Infelizmente o tráfico de mulheres possui a gerência do mesmo alto escalão que continua lucrando absurdamente com a guerra, mesmo que indiretamente. Seja no Iraque, Afeganistão ou ainda lugares em outras partes do mundo, abriram-se “licitações” para empresas “reconstruírem” as nações assoladas pela guerra.

       De alguma forma e em algum lugar existe a convergência do tráfico e exploração sexual de mulheres, dos variados organismos que exploraram e lucram com a pornografia internalmente, da lavagem do dinheiro do tráfico internacional de drogas e da corrupção nos altos escalões dos países envolvidos direta e indiretamente com a ONU e organizações internacionais de semelhante ação. Não que uma entidade responda por um “adjetivo coletivo”, mas a omissão, falta de empenho e ausência de rigor, não só em apurar rapidamente mas em cair no absurdo de punições brandas inaceitáveis para crimes de tamanha crueldade humana.

       Retornando ao filme veremos que este narra o drama e a dinâmica ampla de uma investigação que inicia pequena e que se apresenta em proporções mostruosas, a ponto de nem com denúncias feitas à imprensa, nem com medidas paliativas e superficiais tomadas após tudo vir a tona atraves da imprensa, nem assim, os culpados e envolvidos diretamente com tal situação tenham sido trazidos à justiça. Muitos nada sofreram e tão somente continuam a ocupar os mesmos cargos que antes da denúncia.

 

Espero que ao menos as tropas brasileiras nunca sejam acusadas de tão vil procedimento, como o que quatro capacetes azuis da força de paz da ONU, estão sendo acusados de violentar um jovem adolescente no Haiti. E se não bastasse isso a própria ONU, numa “investigação inicial”, diz que tudo não passou de uma “brincadeira pesada” dos soldados. Fato esse documentado num suposto vídeo disseminado pela internet. As “imagens são fortes. Gravadas por um celular e difundidas na internet, elas mostram o suposto abuso sexual de um jovem haitiano de 18 anos por capacetes azuis uruguaios da ONU. O jovem, com as calças abaixadas, é mantido de bruços, imobilizado por dois soldados que seguram seus braços, enquanto um terceiro, sem camisa, se ajoelha, entre risos quase generalizados.” (cf. site do Itamaraty – 06/09/2011)

        Que os soldados e civis brasileiros das Forças da Paz da ONU, sejam e continuem sendo muito bem selecionados, para que quando em contato com culturas diversas e realidades internacionais de pós-guerra/catástrofe, possam continuar a fazer por merecer em sua conduta humanitária, já que tivemos vários militares brasileiros condecorados em suas ações humanitárias internacionais. A estes heróis humanistas praticamente desconhecidos muita força para transmitir essa paz que o mundo tanto precisa.

Mais sobre o assunto (notícias / referências e estudos)

- Kadafi é investigado por uso do estupro como arma de guerra
(TPI também analisa evidências de que soldados teriam recebido Viagra para incentivar violações sexuais)

Recomendo vivamente a leitura do seguinte artigo, principalmente para corrigir a equivocada noção daqueles que possam ainda pensar ser tal violência apenas uma realidade isolada e oportunista:
O estupro como arma de guerra” (cf. no blog o artigo da Sra. Bia)

trechos…

“Em março, Iman al-Obeidi de 26 anos, invadiu o hotel que abrigava jornalistas estrangeiros em Trípoli e acusou milicianos pró-Gaddafi de estuprá-la. Afirmou que foi violentada por dois dias, sendo estuprada por 15 homens diferentes. Ela refugiou-se no Qatar, mas foi deportada. Nisreen Mansour al Forgani, jovem líbia de 19 anos, matou defendendo o governo de Muamar Gaddafi. Foi estuprada por homens de hierarquias superiores, que combatiam ao seu lado. Agora é prisioneira de guerra e teme por sua vida. As mulheres líbias sofrem com o perigo de todos os lados.”

(…) O silêncio geralmente prevalece. Os abusos sexuais contra a mulher na guerra só foram reconhecidos como crimes de guerra depois dos conflitos na Ex-Iugoslávia (1992-1995) e em Ruanda (1990-1996).

- Militares em missões de paz da ONU são acusados de 21 casos de exploração e abuso sexual 

- Abuso e exploração sexual em missões de paz da ONU
(Estudo da PUC-RJ – Teses abertas – imunidade, limitação das medidas punitivas da ONU …)
- O conceito de abuso e exploração sexual
- a situação da mulher durante e após conflitos armados
- o impacto das missões complexas para as mulheres
- operações de paz no pós-Guerra Fria
- para além da prostituição: as consequências negativas das relações sexuais entre peacekeepers e mulheres locais
- medidas implantadas pela ONU em combate a má-conduta sexual
- as primeiras respostas estabelecidas pela ONU
- O Relatório Zeid
- prevenção, investigação e punição
- treinamento e códigos de conduta

(PUC/RJ Certificação Digital Nº 0710402/CA)

- As consequências indesejadas das missões da paz da ONU na forma de violações aos direitos humanos: a questão da exploração e dos abusos sexuais
(PUC/SP – TCC de Caio César Gazarini Cristófalo – 2010)

“Ser estuprada, isso faz de você… uma pessoa sem direitos, uma pessoa rejeitada pela sociedade e agora, na vizinhança onde vivo, é como se eu fosse estuprada todos os dias porque todos os dias alguém me lembra de que eu fui estuprada e de que eu não sou nada, de que eu deveria ficar isolada num canto, de que eu não deveria falar, não devo dizer nada.”
Rose, Haiti (Anistia Internacional, Don’t Turn your back on Girls – Sexual Violence Against Girls in Haiti, 2008)

- Tribunal de Haia investiga se Kadafi usou estupro como arma de guerra contra rebeldes na Líbia

- Senadoras acusam Mianmar de usar estupros como ‘arma de guerra’ 

- Relatório da ONU aponta estupro como arma de guerra

- O estupro como arma de guerra

- ONU cobra ação internacional contra estupro em guerra

- Criminosos e oportunistas tentam se aproveitar da catástrofe

- Violência sexual é arma na Colômbia, alerta Anistia

- ONU fracassou em evitar estupros em massa no Congo

- PIME – Atualidades no Mundo – África

- As chamas que consomem as belas aldeias não são belas
(notas sobre uma premiada propaganda da limpeza étnica)

- Vídeo do debate do filme “A Informante” no programa Manhattan Connection

Os últimos minutos com Oden

Oden

“Last minutes with Oden” ou "Os últimos minutos com Oden" é um vídeo de 6 minutos que lhe convido a também assistir. Ele mostra a tristeza de Jason Woody ao tomar a decisão de sacrificar o seu cão, Oden, por conta de um câncer em estágio terminal.

O curta é emocionante e ganhou o prêmio de melhor vídeo em 2010 no Vimeo Awards. Talvez muitos não gostem (pelo título) nem de chegar perto, prefiram algo diferente. Mas esse microdocumentario produzido pela Phospictures, cumpre seu papel e manda seu recado.

Minha avó gostava muito de ver filmes com animais, em especial com cães e comentava sorridente a cada cena deles, pois ela tivera vários e as histórias com eles eram muitas. Eu também convivi com um "amigão" que só depois soube que foi sacrificado. E por não saber, nem pude estar ao lado dele. Sim, ele deixa saudades até hoje. De certa forma esses "melhores amigos" estão num tal estágio "doméstico", que em muitas vezes parece realmente (e porque não) fazerem parte integrante de muitas famílias por onde passam. Muitas pessoas talvez extrapolem e queiram "humanizar" seus animais de estimação.

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Talvez o principal gesto de amor, tão gratuito quanto o deles, seja trata-los, não como "humanos", mas como "amigos". Com o amor que nos for possível, daqueles sem temor da rejeição ou da insegurança. Amor muitas vezes mais simples, rápido, puro e forte do que no costumeiro processo humano.

Como no documentário, realmente parece que muitos deles vieram ao mundo para nos servir, para nos ensinar a amar e a compartilhar esse amor entre as pessoas. Nem todos compreendem, nem todos aprendem.

Não acredito que se trata do que muitas pessoas que tratam dos animais afirmam: "Prefiro conviver com eles do que com pessoas". Acredito que se trate justamente de um aprendizado, não somente de "amar", mas do destemor de se deixar ver como somos pelos outros, sem receio, sem expectativas.

"Para o cão não importa se você é rico, pobre, classe média.
Para o cão não importa se você é um cara importante, um desconhecido ou alguém famoso.
Para o cão não importa de onde você veio, quem você é.
Dê o seu coração a ele, e ele lhe dará o seu."

("Marley, o pior cão do mundo" – do livro e posterior filme, "Marley e Eu")