Terças com Morrie

A dica de uma amiga me chamou a atenção para um filme que eu nunca tinha ouvido falar, “Terças com Morrie”, onde após ver o interessante e generoso "trailler" me interessei para além das aparências. Boas falas… fraseado profundo. Não foge a regra do "livro que virou filme", mas isso não impede que se possa plantar e colher pensamentos fecundos da obra. Só um aviso, o “trailler” contém alguns spoillers, caso alguém não curta, pule o vídeo e continue a leitura, caso contrário assita e verá que é bastante convidativo para uma sessão pipoca.

 

O filme tem como ponto alto e central a profundidade dos diálogos de um aluno e seu velho mentor, que descobre-se próximo à morte. Trata com ternura, verdade e uma certa poética sobre assuntos simples, cotidianos e inevitáveis. No Brasil o título é “Terças com Morrie”, baseado no sucesso editorial “Tuesdays With Morrie: an old man, a young man, and life´s greatest lesson”, (aqui pdf em ingles), de Mitch Albom, autor do também livro que foi adaptado em filme “As Cinco Pessoas que Encontramos no Céu” (ebook aqui) e a "A Última Grande Lição" (ebook aqui).

É um livro que narra a história de um antigo aluno e de um professor de Sociologia, descrita em 14 terças-feiras, onde o professor compartilha a sabedoria de toda uma vida. Vale a pena conferir!

 

 

Outros filmes citados no blog que talvez possam despertar seu interessante:
http://ensaiando.wordpress.com/category/filmes/

A Informante

        “The Whistleblower”, lançado em agosto de 2011 (“A Informante”) é um filme rodado no Canadá e Alemanha), dirigido por Larysa Kondracki, com roteiro de Larysa Kondracki, Eilis Kirwan.

A Informante - cartaz

        Este seria mais um daqueles corriqueiros filmes “inspirado em fatos reais”, que tão bem conhecemos, caso não fosse uma história que pincela assunto tão delicado. Um tanto silencioso quanto monstruoso e recorrente no mundo inteiro.

        O o roteiro narra um caso que é considerado um dos “maiores escândalos da ONU“. Daí podemos imaginar a desmemória junto com os “panos quentes”. Pense se você por acaso leu, assistiu ou lembra de alguém ter falado – mesmo que vagamente – algo a respeito, por estes anos.

        O filme narra a história de Kathryn Bolkovac (Rachel Weisz), uma policial esforçada e dedicada, que aceita trabalhar para as Nações Unidas como pacificadora na Bósnia de 1999, que passa por uma reconstrução pós-guerra. Seus desejos de ajudar a reconstruir um país devastado são destruídos quando ela fica face a face com a dura realidade: uma vasta rede de corrupção e tráfico sexual que é encoberta pela ONU.

(parte do elenco com a protagonista real da história ao centro – de vermelho)

 

        A história revela e denuncia uma das industrias que mais crescem no mundo todo, segundo a imprensa e relatórios de orgãos humanitários internacionais: o tráfico de mulheres a fim de exploração sexual.

        Kathryn leva a investigação adiante, sendo desacreditada e demitida por expor o envolvimento dos agentes da ONU no tráfico sexual no país. Posteriormente ela processou seus empregadores e ganhou uma boa indenização, segundo informação do pessoal do Manhattan Connection. A história antes de ser filmada também “virou” livro nos EUA.

        Recentemente conversando com uma amiga que passou longo período no exterior, ouvi o relato dela que chegou a ser aconselhada a não viajar e/ou frequentar sozinha determinados países e lugares. Mesmo não sendo regiões de guerra civil ou de conflitos abertos, foi recomendado às mulheres que, num país de maioria muçulmana, não ficassem sozinhas na presença de homens do lugar. E o lugar no caso seria um mercado de antiguidades e afins. Esse “conselho” se deu possivelmente devido a costumes locais, considerados comuns àquela cultura, mas que aos olhos da cultura ocidental, constitue assédio. Esse relato do mercado ocorreu, por exemplo, no Marrocos. Mas não é difícil imaginar algo semelhante no Egito, por exemplo.

(Eleanor Roosevelt com a Declaração dos Direitos HUmanos, 1949)

        Lembrando que mesmo na ausência da violência/ contato físico é comum ocorrer o o assédio sexual, que pode ser traumático, pelo fato de expor às mulheres a comentários humilhantes e situações vexatórias, sentindo-se muitas vezes ameaçadas.

        Pode não ser difícil imaginar situações de aliciamento semelhantes, na Ucrânia (como relato do filme), Budapeste, Bósnia, Sudão, Darfur ou Leste europeu. Um estudo estatístico “menciona 40 mil casos de estupro documentados em 1993, durante o conflito na Bósnia-Herzegovina. O número de mulheres kosovares estupradas em um ano, entre agosto de 1998 e agosto de 1999, no conflito com o governo iugoslavo, pode ter chegado a 45 mil.

“Em uma amostra de ruandesas entrevistadas em 1999, 39% declararam ter sido estupradas durante o genocídio de 1994, enquanto a proporção daquelas que conheciam uma vítima de estupro chegava a 72%. Estimativas semelhantes são colhidas em conflitos no Burundi, na República Democrática do Congo, na Colômbia, na Libéria e, mais recentemente, na região de Darfur, no Sudão.”

   (ONU cobra ação internacional contra estupro em guerra)

         Nos massacres de Bogoro (uma pequena cidade na província de Ituri, na República Democrática do Congo (RDC) e de Ituri, também no Congo), a alguns anos atrás – não se trata de imaginar-se – os conflitos que dividiram a antiga Iugoslávia. Em Ruanda e nas guerras civis dos países africanos e mais recentemente – agora – em Mianmar, Congo e na Líbia temos relatos de violência cometida nestes mesmos padrões, tantos pelos locais, como pelas forças estrangeiras.

        Tudo aliado ao estupro realizado como “arma de guerra” das mais cruéis e recorrentes que pode-se ter relato no século passado e no século presente. Agressão realizada muitas vezes por aqueles que deveriam representar os poderes da lei, da ordem e da solidariedade, como no caso dos “capacetes azuis” ou “boinas azuis”, em forças de “pacificação” em países da África, por exemplo.

“Tropas da ONU também foram acusados de estupro, abuso sexual ou solicitar prostitutas durante várias missões de paz, começando em 2003, no Congo, Haiti, Libéria, Sudão, Burundi e Costa do Marfim.”

(Wikipedia/Referências: 25ª a 30ª)

 

 

       “Siga o dinheiro”, esta fala de um desses filmes americanos de investigação sobre corrupção e lavagem de dinheiro dá a pista necessária, caso um dia ocorra uma investigação ampla e séria.

       Infelizmente o tráfico de mulheres possui a gerência do mesmo alto escalão que continua lucrando absurdamente com a guerra, mesmo que indiretamente. Seja no Iraque, Afeganistão ou ainda lugares em outras partes do mundo, abriram-se “licitações” para empresas “reconstruírem” as nações assoladas pela guerra.

       De alguma forma e em algum lugar existe a convergência do tráfico e exploração sexual de mulheres, dos variados organismos que exploraram e lucram com a pornografia internalmente, da lavagem do dinheiro do tráfico internacional de drogas e da corrupção nos altos escalões dos países envolvidos direta e indiretamente com a ONU e organizações internacionais de semelhante ação. Não que uma entidade responda por um “adjetivo coletivo”, mas a omissão, falta de empenho e ausência de rigor, não só em apurar rapidamente mas em cair no absurdo de punições brandas inaceitáveis para crimes de tamanha crueldade humana.

       Retornando ao filme veremos que este narra o drama e a dinâmica ampla de uma investigação que inicia pequena e que se apresenta em proporções mostruosas, a ponto de nem com denúncias feitas à imprensa, nem com medidas paliativas e superficiais tomadas após tudo vir a tona atraves da imprensa, nem assim, os culpados e envolvidos diretamente com tal situação tenham sido trazidos à justiça. Muitos nada sofreram e tão somente continuam a ocupar os mesmos cargos que antes da denúncia.

 

Espero que ao menos as tropas brasileiras nunca sejam acusadas de tão vil procedimento, como o que quatro capacetes azuis da força de paz da ONU, estão sendo acusados de violentar um jovem adolescente no Haiti. E se não bastasse isso a própria ONU, numa “investigação inicial”, diz que tudo não passou de uma “brincadeira pesada” dos soldados. Fato esse documentado num suposto vídeo disseminado pela internet. As “imagens são fortes. Gravadas por um celular e difundidas na internet, elas mostram o suposto abuso sexual de um jovem haitiano de 18 anos por capacetes azuis uruguaios da ONU. O jovem, com as calças abaixadas, é mantido de bruços, imobilizado por dois soldados que seguram seus braços, enquanto um terceiro, sem camisa, se ajoelha, entre risos quase generalizados.” (cf. site do Itamaraty – 06/09/2011)

        Que os soldados e civis brasileiros das Forças da Paz da ONU, sejam e continuem sendo muito bem selecionados, para que quando em contato com culturas diversas e realidades internacionais de pós-guerra/catástrofe, possam continuar a fazer por merecer em sua conduta humanitária, já que tivemos vários militares brasileiros condecorados em suas ações humanitárias internacionais. A estes heróis humanistas praticamente desconhecidos muita força para transmitir essa paz que o mundo tanto precisa.

Mais sobre o assunto (notícias / referências e estudos)

- Kadafi é investigado por uso do estupro como arma de guerra
(TPI também analisa evidências de que soldados teriam recebido Viagra para incentivar violações sexuais)

Recomendo vivamente a leitura do seguinte artigo, principalmente para corrigir a equivocada noção daqueles que possam ainda pensar ser tal violência apenas uma realidade isolada e oportunista:
O estupro como arma de guerra” (cf. no blog o artigo da Sra. Bia)

trechos…

“Em março, Iman al-Obeidi de 26 anos, invadiu o hotel que abrigava jornalistas estrangeiros em Trípoli e acusou milicianos pró-Gaddafi de estuprá-la. Afirmou que foi violentada por dois dias, sendo estuprada por 15 homens diferentes. Ela refugiou-se no Qatar, mas foi deportada. Nisreen Mansour al Forgani, jovem líbia de 19 anos, matou defendendo o governo de Muamar Gaddafi. Foi estuprada por homens de hierarquias superiores, que combatiam ao seu lado. Agora é prisioneira de guerra e teme por sua vida. As mulheres líbias sofrem com o perigo de todos os lados.”

(…) O silêncio geralmente prevalece. Os abusos sexuais contra a mulher na guerra só foram reconhecidos como crimes de guerra depois dos conflitos na Ex-Iugoslávia (1992-1995) e em Ruanda (1990-1996).

- Militares em missões de paz da ONU são acusados de 21 casos de exploração e abuso sexual 

- Abuso e exploração sexual em missões de paz da ONU
(Estudo da PUC-RJ – Teses abertas – imunidade, limitação das medidas punitivas da ONU …)
- O conceito de abuso e exploração sexual
- a situação da mulher durante e após conflitos armados
- o impacto das missões complexas para as mulheres
- operações de paz no pós-Guerra Fria
- para além da prostituição: as consequências negativas das relações sexuais entre peacekeepers e mulheres locais
- medidas implantadas pela ONU em combate a má-conduta sexual
- as primeiras respostas estabelecidas pela ONU
- O Relatório Zeid
- prevenção, investigação e punição
- treinamento e códigos de conduta

(PUC/RJ Certificação Digital Nº 0710402/CA)

- As consequências indesejadas das missões da paz da ONU na forma de violações aos direitos humanos: a questão da exploração e dos abusos sexuais
(PUC/SP – TCC de Caio César Gazarini Cristófalo – 2010)

“Ser estuprada, isso faz de você… uma pessoa sem direitos, uma pessoa rejeitada pela sociedade e agora, na vizinhança onde vivo, é como se eu fosse estuprada todos os dias porque todos os dias alguém me lembra de que eu fui estuprada e de que eu não sou nada, de que eu deveria ficar isolada num canto, de que eu não deveria falar, não devo dizer nada.”
Rose, Haiti (Anistia Internacional, Don’t Turn your back on Girls – Sexual Violence Against Girls in Haiti, 2008)

- Tribunal de Haia investiga se Kadafi usou estupro como arma de guerra contra rebeldes na Líbia

- Senadoras acusam Mianmar de usar estupros como ‘arma de guerra’ 

- Relatório da ONU aponta estupro como arma de guerra

- O estupro como arma de guerra

- ONU cobra ação internacional contra estupro em guerra

- Criminosos e oportunistas tentam se aproveitar da catástrofe

- Violência sexual é arma na Colômbia, alerta Anistia

- ONU fracassou em evitar estupros em massa no Congo

- PIME – Atualidades no Mundo – África

- As chamas que consomem as belas aldeias não são belas
(notas sobre uma premiada propaganda da limpeza étnica)

- Vídeo do debate do filme “A Informante” no programa Manhattan Connection

O “Fair Game” de Gaddafi e Ahmadinejad

Fair Game

Nesses nossos dias em que estamos às vesperas da queda do ditador líbio Muammar Gaddafi (ou Kadafi), até parece que o mundo descobriu uma novidade num repente. Os "mocinhos", que seriam os governos democráticos e ilibados do ocidente se deram conta que aquela região do mundo está repleta de ditadores cruéis e sanguinários a cerca de uns 30 anos, por aí… uns países mais, outros nessa média.

E curiosamente quais são as manchetes e os pronunciamentos??? Bloqueio de dinheiro e movimentação de tropas militares.

Uau!! Mais uma vez a Pólicia do Mundo os EUA movem suas tropas militares, preparando-se para invadir a Líbia ou, na melhor das hipóteses ARMAR os rebeldes até os dentes, para que possam assim lutar com alguma chance. Mais uma vez se repete o que os americanos e britânicos fizeram com Sadam, com Bin Laden e com sei lá quantos outros governos e grupos de milícias rebeldes… Ruanda¹ (adminstração Clinton que teria dado de ombros para a iminente guerra civil. Omissão americana e da ONU). Depois vieram Afeganistão (2001) e Iraque (2003)… (Líbia 2011???), oferecem armas e apoio a parte mais fraca, para que essa possa internamente derrubar políticamente um governo que não seja mais de interesse do governo americano.

Fuçam e colocam o nariz em tudo quanto é conflito no mundo (ou somente nos que interessam) e depois se perguntam do porque de serem tão odiados por grande parte do mundo oriental. E não é por falta do que fazer dentro de casa nao, pois o caso do furacão Katrina que destruiu e isolou toda uma população, principalmente em Nova Orleans, deixando em média cerca de 200 casas debaixo d’água, situação que durou várias e várias semanas até ser amenizada. O desastre atingiu várias cidades, mas a destruição de Nova Orleans causou maior impacto na imprensa, bem como a demora no socorro das vítimas. Sem dúvida um dos principais desleixos imperdoáveis na administração Bush. Constraste na lerdeza do socorro de uma catástrofe interna, com eventos secretos que vieram a tona com em alguns vídeos divulgados pelo WikiLiks… contraste na rapidez e na movimentação das tropas americanas que se aproximam da Líbia.

 

Será que Obama (ganhador do prêmio Nobel da Paz), ainda não despertou? Ainda mantém as tropas militares no exterior, combatendo porqual motivo mesmo??? Armas nucleares?? Ah, sim…aquelas que nunca forma encontradas. Se a inteligência americana é tão eficiente assim (ao menos nos filmes, e quem sabe somente neles…), porque procuraram por tanto tempo nos lugares errados? E nenhum rastro, nenhuma evidência, nada… até os dias de hoje. Somente avisos, ameaças e acusações.

Por isso acho que vale assistir esse filme "Fair Game", como passatempo, mas também com um olhar crítico, mesmo levando em conta que é um olhar apenas de uma das partes, como menciona a crítica do site Portal Cinema:

 

"A narrativa de "Fair Game" não é politicamente neutra ou factualmente correta porque assenta a sua análise dos acontecimentos numa visão extremamente unitária sobre este controverso caso, no entanto, isto não invalida o fato de estarmos perante um interessante thriller político que nos oferece uma visão unitária mais credível sobre o Caso Plame e uma análise, astuta e acutilante, sobre vários temas controversos."

 

A agente da CIA, Valerie Plame Wilson e seu marido Joe foram vítimas de uma trama de traição digna de virar (e virou) um livro e uma trama de espionagem e traição de Hollywood. O (bom) filme "Fair Game", conta a história dos bastidores do "sem porque" da invasão do Iraque pelos EUA.

A "vocação" de polícia do mundo, mais uma vez vem a tona numa história baseada em fatos, que o cinema americano tão bem está acostumado a filmar.

 

Trailler Fair Game (Jogo de Poder)

O filme (de 2010), baseia-se "nas memórias de Valerie Plame, relatados no livro "Fair Game: My Life as a Spy, My Betrayal by the White House", onde Valerie (interpretada pela atriz Naomi Watts), agente da CIA teve sua carreira destruída e seu casamento levado até o limite quando sua identidade secreta é revelada por motivos políticos, por um gabaritado jornalista de Washington. Valerie foi a responsável por conduzir a investigação sobre a existência de armas de destruição em massa no Iraque, para justificar a invasão americana ao país.

Seu marido, o diplomata Joseph Wilson (Sean Penn) escreveu um editorial para o jornal New York Times, no qual alega que a administração do presidente George W. Bush manipulou informações de relatórios sobre a existência de armas de destruição em massa no Iraque, de forma a justificar a invasão. Como

retaliação Valerie Plame (Naomi Watts), esposa de Wilson e agente secreta da CIA, passa a ser ameaçada por agentes da Casa Branca de ter sua identidade revelada.

 

Foi o único filme americano a competir pela Palma de Ouro no Festival de Cannes 2010.

A condenação de Scooter Libby (que na época trabalhava na Casa Branca), meio que acabou em meia pizza graças aos panos quentes que George Bush jogou, que por meio de sua influência como presidente, acabou amenizando a pena dele. Richard Armitage admitiu em 2006 que também foi uma das fontes do vazamento de informações de dentro da CIA.

Por fim, eis o Fair Game, o qual o Irã, na figura do presidente Mahmoud Ahmadinejad, parece ter sido sabotado por um supervírus infiltrado no sistema que está sendo construido para o tal uso pacífico da tecnologia atômica e do tal yellowcake². E a queda de Gaddafi parece ser uma questão de tempo. O filme retrata uma versão dos bastidores antes da queda de Sadam e da Guerra do Iraque, será que vem mais material para outros filmes pela frente??

A polícia do mundo já está pronta para agir (04/03/2011):

“Dois navios carregando aproximadamente 1.300 fuzileiros navais dos EUA aportaram nesta sexta-feira, 4, em uma base naval na ilha de Creta, na Grécia, informou a Marinha americana. O deslocamento de tropas é parte do reposicionamento militar dos EUA perto da Líbia.” (3)

 

Esperemos Paz no mundo, transparência e serenidade no relacionamento internacional… mas não para agora… mas para breve, quem sabe. A esperança não pode morrer e nem ser traída.

 

 

 

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1 – Segundo informações pela web, apurou-se que genocídio foi financiado, pelo menos parcialmente, com o dinheiro apropriado de programas de ajuda internacionais, tais como o financiamento fornecido pelo Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional sob um Programa de Ajuste Estrutural. Estima-se que 134 milhões de dólares foram gastos na preparação do genocídio em Ruanda — uma das nações mais pobres da terra — com 4,6 milhões de dólares gastos somente em facões, enxadas, machados, lâminas e martelos. Estima-se que tal despesa permitiu a distribuição de um novo facão a cada três varões Hutus.  (fonte: Wikipedia)

 

2 - Yellowcake é um material composto de urânio, já livre de impurezas, que serve para fins de produção de energia nuclear, obtendo nesse processo entre 70 % e 80 % de urânio puro.

 

 

 

Notícias relacionadas ao assunto geral:

- Irã aumentou atividade nuclear apesar de sanções, diz AIEA

- Ação militar na Líbia necessita apoio internacional

- Militares americanos desembarcam em ilha grega próxima à Líbia  (3)

ZEITGEIST: MOVING FORWARD – O Futuro é Agora

 

Zeitgeist: Moving Forward, do director Peter Joseph, é uma longa-metragem em forma de documentário que visa a defesa da necessidade de uma transição para sair do actual paradigma sócio-económico monetário que rege as sociedades do mundo inteiro. Este trabalho vai além do relativismo cultural e da ideologia tradicional e aborda os atributos empiricamente basilares da sobrevivência humana e social, …

 

Zeitgeist

 

Zeitgeist: O Futuro é Agora foi planeado para ser liberado em mais de 60 países em mais de 20 línguas, a partir de janeiro de 2011. Esta liberação em grande escala não é associada a nenhum grande distribuidor, sendo este projeto não comercial. O DVD está disponível para transferência no site do filme-documentário: http://zeitgeistmovingforward.com

 

(aqui o filme-documentário na íntegra com legendas em portugues 1ª parte de 12):

 

Trecho do documentário:

 

"Numa sociedade decadente, a arte,
se verdadeira, deve também refletir essa decadência.
E a menos que ela deseje trair sua função social,
a arte deve mostrar o mundo como mutável.
E ajudar a mudá-lo."
(Ernst Fischer)

Revoltas violentas contra o plano do governo
para evitar calotes…
É que o desemprego continua
a aumentar e continuará assim
porque há uma oferta excessiva de bens de consumo…

São empréstimos…
e esta dívida está retida em bancos estrangeiros…
D-I-N-H-E-I-R-O na forma de um conveniente empréstimo pessoal…

cigarro com filtro que não altera o sabor…
Licor de malte "Colt 45"…Você é sexy?

Os EUA planejam bombardear o Irã…
os EUA estão financiando ataques terroristas no Irã…

Minha avó era uma pessoa maravilhosa.
Ela me ensinou a jogar Banco lmobiliário.

Ela entendia que o objetivo do jogo é comprar.
Ela acumulava tudo o que podia
e sempre acabava dominando o tabuleiro.

E depois ela sempre me dizia a mesma coisa.
Ela olhava para mim e dizia: "Um dia você vai aprender a jogar o jogo".

Num verão, eu joguei quase todos os dias, o dia inteiro
e então aprendi a jogar o jogo.

Compreendi que a única forma de ganhar
é se comprometendo totalmente á aquisição.

Aprendi que o dinheiro e as posses
são as formas de continuar pontuando.

Ao final daquele verão,
tornei-me mais impiedoso que minha avó.
Estava pronto para dobrar as regras para ganhar o jogo.

Naquele outono, me sentei para jogar com ela.
Tomei tudo que ela tinha. Eu a observei
entregar seu último dólar e desistir em completa derrota.

E então ela tinha algo a mais para me ensinar.

Então ela disse:
"Agora tudo volta para a caixa.

Todas aquelas casas e hotéis.
Todas as ferrovias e utilidades públicas.
Todas as propriedades e todo esse dinheiro maravilhoso.
Agora tudo volta para a caixa.

Nada disso era realmente seu.

Você se empolgou muito com isso por um tempo.

Mas tudo já estava aqui muito antes de você se sentar á mesa
e continuará aqui depois de você ir embora… jogadores vem e vão.

Casas e carros…

Títulos e roupas…

até o seu corpo".

Porque o fato é que tudo que eu pego, consumo e guardo
voltará para a caixa e irei perdertudo.

Então você precisa se perguntar
quando finalmente receber a melhor promoção

quando fizer a melhor compra

quando comprar a melhor casa

quando tiver segurança financeira

e subido a escada do sucesso

até o de grau mais alto que você pode alcançar…

E a emoção acabar

e ela vai acabar…

e depois?

Quão longe você precisa seguir nesta estrada
até perceber aonde ela leva.

Certamente você entende
que nunca será o bastante.

Portanto, você precisa se perguntar:

O que importa?
Eles são sexy!
Eles são ricos!
E eles são mimados!

O programa N°1 dos EUA está de volta!

 

Gentle Machine Productions apresenta

ZEITGEIST: MOVING FORWARD – O Futuro é Agora
um filme-documentário de Peter Joseph
http://zeitgeistmovingforward.com/

 

*   *   *   *   *   *

 

Outros documentários que assisti e recomendo:

 

The Birth of Israel – (documentário)

The Cove – (A Cova / A Enseada) – O Massacre dos Golfinhos em Taiji

Dom Hélder Câmara: O Santo Rebelde

Documentario – “The 11th Hour” – 2007

Where in the World Osama Bin Laden – (Mas afinal, onde está Osama Bin Laden?); Sicko (Sobre o sistema de saúde americano de "1º mundo"); The Story of Stuff – (A História das Coisas)

O LADO SOMBRIO DO CHOCOLATE – Para você pensar na sua Páscoa de 2011

Eu gosto e sempre gostei muito de chocolate, porém infelizmente parece que aquele que adoça a boca nem sempre adoça também o coração.

 

O Filme Documentário “THE DARK SIDE OF CHOCOLATE” (“O lado sombrio do chocolate”), de Miki Mistrati e U. Roberto Romano, mergulhou na fonte fornecedora do cacau para as muitas das multinacionais, as grandes grandes chocolateiras do mundo. E infelizmente veio trazendo notícias literalmente amargas e difíceis de se engolir em pleno século 21.

Não se pode moralmente ignorar a origem dos produtos que importamos e que são vendidos em nossa terra. Mesmo que estes nos sejam úteis. Como saberemos se são casos modernos de “diamantes de sangue”? É bem difícil saber exatamente. Porém quando uma equipe jornalistica, encabeçada pelo premiado jornalista dinamarquês, Miki Mistrati, mergulha nesse submundo o mínimo que podemos fazer é dar um pouco de nossa atenção ao caso, tirarmos nossas próprias conclusões e pensar em opções para a próxima Páscoa de 2011 em resposta à situação, não mais hipotética de rapto e trabalho escravo infantil.

 

(The Dark Side Of Chocolate – Trailer Legendado)

 

O Documentário inicia indagando se o chocolate que consumimos é produzido com o uso de trabalho infantil e tráfico de crianças?  “O jornalista Miki Mistrati, vai atrás e investiga os boatos. Sua busca atrás de respostas o leva até Mali, na África Ocidental, onde câmeras ocultas revelam o tráfico de crianças para as plantações de cacau da vizinha Costa do Marfim. A Costa do Marfim é o maior produtor mundial de cacau, respondendo por cerca de 42 por cento da produção. Empresas como a Nestlé, Barry Callebaut e Mars assinaram em 2001 o Protocolo do Cacau, (Protocolo de Harkin-Engel) comprometendo-se a erradicar totalmente o trabalho infantil no setor até 2008. Será que o seu chocolate tem um gosto amargo? Acompanhe Miki até a África para expor “O Lado Negro do Chocolate”.

 

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Site oficial:
http://www.thedarksideofchocolate.org

Conversations with god

 

Compartilhando a dica de mais um filme que me parece ser interessante, apesar de não ser nenhum lançamento ou novidad (já que é de 2006). Apesar da data, ao menos para mim é novidade e pretendo assistir como se fosse um “lançamento”, pois antes eu nada vi a respeito desse filme. Alguém por acaso já assisitiu?

 

Filme - Conversations With God (2006)

 

Algumas reflexões lançadas pelo filme:

- Você acredita em Deus?
- O que você pensa a respeito de Deus?
- Quer conhecer um história real, bem produzida, que com certeza vai mudar a maneira como você vê o mundo?
- Ou na pior das hipóteses ao final do filme vai fazer com que se sinta alegre, leve, se sentindo uma pessoa melhor e com aquela sensação de quero mais…

 

Sinopse:

“Adaptação do livro de Neale Donald Walsch, que inspirou e mudou a vida de milhões de pessoas ao redor do mundo, Conversando com Deus conta a história de quando, no pior momento de sua vida, Walsch (Henry Czerny), fez a Deus algumas perguntas bem difíceis. Dentro de cada um de nós há uma voz que fala a verdade. As respostas que ele recebeu de Deus se tornaram a base de um livro internacionalmente reconhecido, que já vendeu mais de 7 milhões de cópias em 34 idiomas. O filme narra a jornada de poucas e boas de Walsch que inadvertidamente se tornou um guia espiritual. Um filme que vai mudar a sua vida.”

Quem já assistiu lança mão e desafia a quem ainda não assistiu a ver e não gostar. Será mesmo?  ;-)
Como eu ainda não vi, já o coloquei na minha lista… Parece que vale a pena procurar nas locadoras para assistir nesse feriado. E você já viu? Deixe aqui a sua impressão.

Shalom,
Guto Santos

 

 

 

 

 

Site oficial do filme: (bem bacaninha) em inglês:

-   http://www.cwgthemovie.com/

Abril despedaçado

Quem por acaso ainda não assistiu, vale a pena reservar um momento para navegar nesse filme e se permitir ir até onde for levado. Dos vídeos abaixos, destaco a bela canção interpretada pelo Gilberto Gil. Considero um clássico do nosso cinema nacional.

 

 

"Abril despedaçado" um filme para se discutir em grupos

22/10/2010 – Miguel Pereira*

 

Um dos filmes mais estimulantes de Walter Salles é Abril despedaçado, produzido em 2001 e exibido no Festival de Veneza do mesmo ano. Hoje, está disponível em DVD e pode ser apreciado à distancia com interpretações mais apropriadas ao contexto de violência que vivemos nos dias de hoje. Baseado no livro homônimo do escritor albanês Ismail Kadaré e ambientado no Nordeste brasileiro de 1910, Abril despedaçado é uma incursão sobre o ciclo fechado da vingança entre famílias. No entanto, tem mais de tragédia grega do que drama de violência. Ao mesmo tempo é uma reflexão sobre o destino humano e sua relação com o processo de redenção e santificação. A santidade é uma atribuição dada a determinadas pessoas que são exemplo e modelo de fé. Mas, é também um conjunto de comportamentos existenciais adotados por um sujeito. É, portanto, algo inerente a ele. Assim, o caminho para a santidade não é um só. Depende de quem o trilha.

No início do cristianismo, a santificação era atribuída aos mártires da fé. O primeiro está descrito nos Atos dos Apóstolos e se refere a Santo Estevão, o protomartir cristão que foi apedrejado no ano 35. No caso do filme de Walter Salles, dá-se algo parecido. Não exatamente igual, mas similar. Embora a vendeta seja o móvel das ações, o sangue do inocente corta o ciclo e salva a todos. No enredo do filme, duas famílias disputam ancestralmente o domínio das terras. E por elas matam e morrem. Mas, não se trata apenas de uma disputa material. O que está em jogo é o sentido moral e o jogo da honra. Em essência, esse é o tema central do livro de Ismail Kadaré que Walter Salles interpreta introduzindo um novo personagem redentor, o menino sem nome, Pacu. Assim, até que alguém chegue para estancar o ciclo de mortes, ele continua indefinidamente. Ao assumir o lugar do irmão, o ainda adolescente Pacu torna-se uma espécie de enviado que, pelo batismo de sangue, fecha esse ciclo. Introduz uma nova etapa na vida de todos. Traz a esperança de um novo tempo.

Além desse sentido bíblico que lhe conferiu o prêmio Margarida de Prata da CNBB, Abril despedaçado é de uma beleza estética incomum no cinema contemporâneo. Cuidadíssimo na produção e realizado com um desejo de reconciliação com o mundo espiritual, o filme está cheio de referencias a pessoas e situações caras ao cineasta. Mesmo que já lançado há quase dez anos, pode ser encontrado nas locadoras. Vale ser assistido e discutido nos cineclubes paroquiais das nossas comunidades.

*Miguel Pereira é professor da PUC-Rio e crítico de cinema.

Escritores da Liberdade (Freedow Writers)

Mesmo não sendo uma “novidade”, mesmo não sendo nenhum lançamento, penso que vale a pena comprar o livro e ver o filme, mas não esqueça: Liberte-se!!  :)

 

freedomdiary

 

O filme “Escritores da Liberdade”, baseado no livro de mesmo título (que reúne textos e poemas de seus alunos do ensino médio, de uma escola em Long Beach, Califórnia), escrito pelos Escritores da Liberdade e Erin Gruwell. Narra a trajetória da professora de inglês, Erin Gruwell, vivida no filme pela atriz Hilary Swank. Ela vive Erin, a professora idealista que provoca e intermedia uma mudança no mundo dos seus alunos quando guerras de gangues raciais estavam em alta graças à expansão do hip hop pela MTV. E assim, utilizando de métodos nada convencionais, a professora leva jogos e dinâmicas de inclusão, passeios fora da cidade, e leitura de livros alternativos, despertando assim o interesse pelo estudo e derrubando aos poucos, barreiras de preconceito entre eles. Eis uma verdadeira pedagogia libertadora, penso que o professor Paulo Freire ficaria muito feliz após assistir esse filme.

 

 

Assisti ao filme depois de uma breve dica, como gosto de conferir filmes, fui conferir e gostei bastante. É um filme honesto e simples, boas cenas e bom roteiro. Especial, sem ter efeitos especiais e a tradicional ‘pirotecnia’ americana. O filme é um daqueles que inspiram e emocionam, sem ter o apelo piegas do ufanismo estadunidense… a professora Erin Gruwell realmente é "gente que faz". É uma boa, simples adaptação e bem cuidada adaptação (que não precisava mesmo de nada além do que foi feito), que pega carona na tradição de filmar "baseado em fatos reais". Alguns ex-alunos inclusive participam do filme como atores:

- Scott Glenn (Steve Gruwell)
- Imelda Staunton (Margaret Campbell)
- Patrick Dempsey (Scotty Casey)
- Mario (Andre)
- April Lee Hernandez (Eva)
- Robert Wisdom (Dr. Carl Cohn)
- Jonh Benjamin Hickey
- Pat Carroll (Miep Gies)
- Hunter Parrish (Ben)

Erin Gruwell e os Escritores da Liberdade - 2006

(Erin e os Escritores da Liberdade)

Algumas cenas do filme tocaram-me fundo de uma forma diferente de quando assisti, por exemplo, "Ao Mestre com Carinho", com o Sidney Potier e "Sociedade dos Poetas Mortos", com o Robin Williams. É um outro "tipo" de filme, que lembra-me um pouco a frase que gosto do padre Champagnat, fundador dos irmãos maristas, que se refere a "amar o que o iniciante ama…". Dar importância (verdadeira) ao o que é vital para o outro a fim de conseguir adentrar "honestamente", no universo do próximo. Deu uma pontinha de vontade de voltar para dentro de uma sala de aula…

 

Erin - filme

O intuito desta ação era fazer com que os alunos – em sua maioria envolvidos em gangues e considerados sem futuro pela sociedade – escrevessem sobre suas experiências de viverem em guerra e assim, terem a chance de poder mudar o final da história, reconhecendo que são capazes de fazerem o que querem e não o que lhes foram imposto.

 

KONICA MINOLTA DIGITAL CAMERA (aluna dá seu testemunho de inclusão)

 

De tudo isso várias aberturas se deram, inclusive originou um novo relato escrito, desta vez com dezenas de outros educadores que foram selecionados para contribuir com suas histórias para um novo livro:  “Esperança no Ensino” (Teaching Hope: Stories from the Freedom Writer Teachers and Erin Gruwell). Lançado pela Fundação "Freedom Writers", este livro reúne relatos e ensaios sobre as experiências dos professores e sua luta para alcançar seus alunos todos os dias. "É realmente um livro sobre a perseverança nesta profissão". Sem dúvida um belo fruto da perseverança. A "Freedom Writers Foundation" foi criada por Erin Gruwell, que iniciou a fundação para ensinar métodos de ensino para os educadores a fim de melhorar o desempenho acadêmico de seus estudantes.

Erin - teach1

 

 

Erin e os escritores (Erin e alguns dos Escritores da Liberdade)

 

 

 

erin-gruwell-color-2005-photoshop(Erin Gruwell)

 

 

 

Freedom-Writers (Erin, Hilary Swank e os Escritores da Liberdade)

 

Já em nossas terras tupiniquins onde o papel do professor tem sido extremamente diminuído no decorrer destas décadas, resta-nos depararmos com os extremos … caríssimas escolas particulares bilingues de um lado e as escolas estaduais e municipais sucateadas de outro. Triste situação que passa a educação em nosso país. Porém é preciso que não se perca a tenacidade e a esperança, pois somente através dela é possível a formação de pessoas com senso de civilidade, de cidadania, abertas assim aos valores mais altos que a sociedade brasileira tanto necessita em todos os níveis.

 

Enfim, é um filme que deveria ser assistido por todos aqueles que se importam com o futuro da educação e o amor do ato de mediar o conhecimento e transmitir valores humanizadores.

 

 

 

 

 

 

 

 

Para continuar a reflexão:

- A Esperança na Educação da Boa Vontade

- Educação: Juventude e Drogas

- A pedagogia é uma jabuticaba?

- “Conhece-te a ti mesmo” – Eu e o Espelho

- The Blind Side – O Lado Cego (‘Um Sonho Possível’)

The Blind Side – O Lado Cego (‘Um Sonho Possível’)

 

Abrasileirando esse simpático filme americano, que não nos conta uma novidade, como já dizia e cantava Raul Seixas:

"Sonho  que se  sonha  só

É só um sonho que se sonha só.

Mas sonho que se sonha junto é realidade."

 

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(atualizado em 19.03.2010 – sinopse sem spooilers) O filme, concorreu ao Oscar de melhor filme e Sandra Bullock ganhou o de melhor atriz (07/03). É baseado em história verídica que conta a história de Michael Oher (Quinton Aaron), um jovem negro morador de rua, vindo de um lar destruído, que é adotado por uma família branca que acredita em seu potencial. Com a ajuda do treinador de futebol de sua escola e de sua nova família, Oher terá de superar diversos desafios a sua frente, o que também mudará a vida de todos a sua volta. O longa é uma adaptação do livro do jornalista Michael Lewis, “The Blind Side: Evolution of a Game”. Muitos dos jogadores e treinadores apresentados no filme foram interpretados por eles próprios, como Phillip Fulmer, ex-técnico do Tennessee. Atualmente Michel é um astro do futebol americano.

 

 

 

(o verdadeiro Michael e sua família)

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Não digo pela indicação ao Oscar, mas é um bom drama (de narrativa leve), com sutil e explícita mensagem de esperança. Particularmente gostei do filme, da mensagem e da forma como tudo foi retratado. Não ficou piegas e nem enveredou pelo caminho da autopiedade melosa. Bem equilibrado, bem dosado, com muitas cenas que emocionam sem descarrilar. Elenco afinado e boas representações (Oscar de melhor atriz para Sandra). Eis um filme que vale a pena assistir sem receio do final ser tosco ou ficar arrependidos.

 

The Blind Side – 2009 (título nos cinemas brasileiros: ‘Um Sonho Possível” – estréia nos cinemas brasileiros 19.03.2010)

Esse filme simplesmente surpreendeu todos na bilheteria. Um grande sucesso que deu a Sandra Bullock o Oscar de melhor atriz e uma indicação ao Globo de Ouro.

Informações Técnicas:

Título no Brasil: Um Sonho Possível
Título Original: The Blind Side
País de Origem: EUA
Gênero: Drama
Ano de Lançamento: 2009
Site Oficial: Estúdio/Distrib.: Warner Bros.
Direção: John Lee Hancock

Elenco:

Sandra Bullock … Leigh Anne Touhy
Kathy Bates … Miss Sue
Tim McGraw … Sean Tuohy
Lily Collins … Collins
Kim Dickens … Sra. Boswell
Quinton Aaron … Michael Oher
Rhoda Griffis … Beth
Ray McKinnon … Burt Cotton
entre outros…

 

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Um pouco mais de Michael Oher (mas só depois que assistir ao filme… ;)

 

 

Cenas após o término do filme:

Trajetória e depoimentos:

The Cove – o massacre dos golfinhos em Taiji

 

O já premiado documentário “The Cove” (“A Enseada”), de uma hora e meia dos ativistas do OPS (Oceanic Preservation Society), denuncia corajosa e escandalosamente o massacre frequente de milhares de golfinhos em Taiji, no Japão. Faz pensar um pouco sobre o ativismo das entidades tradicionais de grande renome, como o Greenpeace, por exemplo. Tal o silêncio a respeito dos fatos aqui documentados.

“É a indústria do cativeiro que sustenta o massacre”

 

A narrativa retoma a “época de ouro” onde os golfinhos são assim por dizer apresentados ao mundo através da série de tv Flipper, que nos anos de 1964 humanizou o cetáceo inteligente, despertando o desejo das pessoas. Tendo um remake numa outra série de 1995 a 2000. Em ambos os casos um golfinho “nariz de garrafa”, conhecido também por golfinho “roaz corvineiro” (Tursiops truncatus). A mais famosa econhecida espécie de golfinhos do mundo, sem dúvida.

Em alguns lugares do mundo são intencionalmente capturados para a obtenção de comida ou simplesmente porque os pescadores acreditam que os golfinhos-nariz-de-garrafa estão competindo com eles e prejudicando a sua pescaria. (Oeste da África, norte do oceano Índico, Japão, Mar Negro, Sri Lanka, Peru, e em diversos outros lugares). São ameaçados também pela captura acidental em redes de pesca e pela captura intencional indiscriminada para o cativeiro. Em muitos lugares do mundo os golfinhos-nariz-de-garrafa são mantidos em cativeiro para apresentação pública de espectáculos acrobáticos. Infelizmente Taiji é um dos maiores exportadores mundiais de golfinhos para todas as finalidades. O documentário confronta e desnuda a hipocrisia, a ignorância e o perfil imperialista das autoridades japonesas.

A venda da carne contaminada com altos níveis de mercúrio sequer é recomendada ao consumo, pois o mercúrio é uma das mais letais substâncias não radiotivas existentes no mundo.

 

Quem assistir o documentário saberá porque a vida dos golfinhos não é compatível a uma domesticação no mais espaçoso ou “confortável” cativeiro. O que aliáis deveria ser extendido a todo animal, cetáceo ou não. Tendo algo semelhante também acontecido com as baleias Orca, “Free Willy”.

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“A Oceanic Preservation Society (OPS) apresenta o seu primeiro documentário, The Cove, uma análise dos nossos oceanos e os nossos corações. Um massacre anual de golfinhos em uma enseada secreta em Taiji, no Japão sugere um microcosmo de uma imagem maior, o desrespeito do homem para a vida.

O tema amplia – Instalações de queima de carvão se multiplicam em todo o planeta, levando a altos níveis de mercúrio em frutos do mar, fonte primária do homem de proteína. Louie Psihoyos, reconhecido como um dos mais proeminentes do mundo ainda fotógrafos, estréia seu talento cinema neste longa-metragem documentário sobre os oceanos. Através da fotografia, ele se estabeleceu como um dos visionários mais prolíficos e profundo e os observadores sociais. Ele tem circulado o mundo dezenas de vezes para a National Geographic Magazine em missões fotográfico há 18 anos. Sua imaginação, inteligência e telespectadores guia icônico imagens através de questões complexas.

Ao longo da história, temos histórias de golfinhos salvando os seres humanos. Na Grécia Antiga, era um crime punível com a morte de prejudicá-los. Com este filme OPS esperanças para salvar golfinhos, e finalmente … a nós mesmos. A Oceanic Preservation Society é uma organização sem fins lucrativos dedicada a aumentar a sensibilização ea criação de medidas para melhorar a condição dos nossos oceanos.”

 

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Quando puder assistir, assista. E se algo estiver ao seu interferir, interfira.

 

Atualizado em 22/12/2009:

 

Salve os golfinhos de Taiji

 

Mais sobre o assunto:

 

- “Taiji defende caça a golfinhos mostrada em documentário” (22/11/2009)

 

Golfinhos – Sea Shepherd – Salvando golfinhos

Campanha em Defesa aos Golfinhos de Taiji  (Flickr)

Início da caça aos golfinhos reabre polêmica no Japão

Filme sobre golfinhos causa revolta no Japão

Surfistas protestam em Taiji contra massacre de golfinhos

Caça Aos Golfinhos

Manifestações nas embaixadas do Japão

Massacre de Golfinhos no Brasil (Jornal Nacional)

Film explores dolphin hunts

Blog do Sea Sheperd sobre o documentário

Navios baleeiros japoneses equipados com dispositivos acústicos
(Os baleeiros da frota estão equipados com dispositivos acústicos Long Range (LRAD). Esta é uma arma militar que envia ondas sonoras de alta freqüência concebidas para desorientar e eventualmente incapacitar. As ondas sonoras provocam desorientação e náusea)

Baleias estão cantando de forma cada vez mais complexa
("…É ainda mais notável porque acontece em diferentes oceanos. São populações distintas, mas todas mostram uma mudança comum…")

 

 

Relacionado: Neste blog – “Crueldade Animal”