Dia Mundial da Internet Segura

Hoje é comemorado em 65 países o dia da Internet Segura, a fim de se promover o uso seguro da web. Tanto quanto nas ações dos usuários como nas eventuais omissões. Aos amigos e leitores digo… segurança nunca é demais. E uma das causas que quebra a nossa segurança na rede é o nosso próprio comportamento, seja real ou virtual.

 

 

 

A idéia é que os valores, a ética e a etiqueta do mundo real também exista de forma similar na grande rede de pessoas que usam computadores interligados mundialmente.

 

 

A educação no uso ético das novas tecnologias:

 

A Polícia Federal também participa neste dia 08 de fevereiro de 2011, em parceria com a ONG Safernet Brasil, Ministério Público Federal, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Rádio Câmara, OIT e outras entidades, do dia Mundial da Internet Segura.

 

 

 

 

Fonte e maiores informações:

Dia da internet segura 2011

Canal de denúncias da Polícia Federal

SaferNet Brasil – dicas de prevenção

Cetic.br

Campanha Infância sem racismo

Associação Brasileira de Magistrados e Promotores de Justiça da Infância

Internet Segura.BR

Propeg – vídeo sobre proteção na internet

 

Videos relevantes:

 

 

Video – internet segura:

 

 

Os perigos na NET!

 

 

Pense antes de postar:

 

Orkut a Principal Parada dos Criminosos na Internet:

 

 

 

Orkut Difunde Crimes da Internet para o Mundo Real:

:

 

 

Apologia ao crime:

Campanha da Fraternidade converte?

 

“A PAZ É FRUTO DA JUSTIÇA”

"Eis que um rei reinará segundo a justiça. Os olhos dos quem veem não mais serão ofuscados, e os ouvidos dos que ouvem estarão mais atentos. A justiça produzirá a paz e o direito assegurará a tranquilidade".

(Isaías 32, 1.3.17)

É curioso e ao mesmo tempo cansativa a forma pela qual, cada vez mais, ‘católicos’ fazem apologia a ‘católicos’ e a demais cristãos de outras denominações. A Misericórdia muitas vezes é esquecida nesse colóquio.

Desta vez a Campanha da Fraternidade é o alvo de uma campanha nos blogs, acusada de ser antilitúrgica (?!), "antiquaresmal" e mesmo anticristã. Sobra também para a CNBB por estar "escondendo do Papa" como se dá a CF pelas terras brasileiras.(?!)

A injustiça social e a violência em suas várias formas se dão, entre outras causas, pela ausência cada vez maior de Deus na vida das pessoas. Ausentando-se também o bom senso, o espírito de caridade fraterna desinteressada e a bondade do coração das pessoas.

 

 

A Campanha da Fraternidade não é um evento doutrinário e nem litúrgico, mas pastoral. Que se propõe a abrir diálogo, apresentar uma realidade e ser um momento forte de reflexão, não somente aos católicos, mas a todas às pessoas de boa vontade, independente de raça ou credo.

"A Campanha da Fraternidade é uma atividade ampla de evangelização que ajuda os cristãos e as pessoas de boa vontade a despertarem para a (importância de concretizarem, na prática diária), a transformação da sociedade a partir de um problema específico, que exige a participação de todos na sua solução. (…)

Seus objetivos permanentes são: despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca do bem comum; educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor: exigência central do Evangelho. Renovar a consciência da responsabilidade de todos na promoção humana, em vista de uma sociedade justa e solidária.

Os temas escolhidos são sempre aspectos da realidade sócio-econômico-política do país, marcada pela injustiça, pela exclusão, por índices sempre mais altos de miséria. Os problemas que a Campanha visa ajudar a resolver, se encontram com a fraternidade ferida, e a fé, tem o compromisso de restabelecê-la. A partir do início dos encontros nacionais sobre a CF, em 1971, a escolha de seus temas vem tendo sempre mais ampla participação dos 16 Regionais da CNBB que recolhem sugestões das Dioceses e estas das paróquias e comunidades." (CNBB – Arquidiocese de São Paulo – Vicariato da Comunicação)

 

Oração da CF

 

Portanto aos que não a veem com bons olhos é um direito que lhes pertence. Mas repudiá-la é remar contra a correnteza de um convite à fraternidade é lamentável.

Rapelay – Divertimento virtual com estupro, pedofilia e aborto

Perversão é a palavra que descreve esse game e repúdio deveria ser a resposta de todas as pessoas de bem e mentalmente saudáveis. O jogador precisa fotografar vítimas nuas e chorando e obrigá-las a abortar para conseguir vencer. Eis que a perda da noção dos limites se dá sob várias formas em nossa sociedade, seja nas ações e decisões políticas irresponsáveis, seja na busca por variantes de sexo-hedonista permissivo e desenfreado. Tudo isso, alegando e se fazendo passar por "modernidades". Eis que nublam gradativamente o que a pessoa humana tem de bom, procurando justificativas para invenções e deformações ético-morais e humanas.

O Papa Pio XII certa vez disse que “o maior pecado do século XX foi a perda do sentido do pecado”. Parece que quanto mais adentramos na "modernidade" permissiva, essa perda é repudiada, negada e ignorada. Isso seria algo para pensar-se independente do sentido da fé pessoal do indivíduo, mas o quanto a normatização (legal e ética) de condutas sociais é necessária para a construção de uma sociendade mundial onde exista o respeito, zelo e compaixão pelo outro.

A distribuição desse jogo pela web e fora dela (já é vendido nas ruas de São Paulo por exemplo) é lamentável. Prova de que os consumidores, na banalização do seu entretenimento, também possuem grave responsabilidade pela sua disseminação.

Infelizmente este não foi o primeiro e não será o último, mas foi o mais ousado e hediondo que conheci.

Barbárie é pouco

divulgação

INDIGNAÇÃO
(acima cena do RapeLay com as personagens que devem ser estupradas)

Há poucos adjetivos para expressar a indignação com a qual foi recebido no mês passado o jogo RapeLay, criado pela produtora japonesa Illusion, de Yokohama. No game, a tarefa dos jogadores é estuprar uma mulher e suas duas filhas adolescentes numa estação de metrô. As meninas são descritas como estudantes virgens. Alguns efeitos tecnológicos, como lágrimas nos olhos das meninas, acrescentam requintes de crueldade às cenas. E ainda ganha pontos quem induzir as personagens a um aborto. Lançado em 2006 e restrito a consumidores japoneses, o jogo sobreviveu incólume no limbo das perversões do mundo digital. Ganhou destaque quando o jornal Belfast Telegraph denunciou a venda do RapeLay pela Amazon. Depois disso, vieram os protestos e a loja on-line anunciou que banira o jogo do site. A Illusion é especialista – ou reincidente – nesse ramo. No game Biko 3, de 2004, o personagem principal deveria conquistar uma garota. Se não conseguisse, poderia estuprá-la.

(Reaja Brasil) – A história começa quando um jogador encontra a mulher em uma estação de metrô e começa a molestá-la. Os estupros acontecem primeiro no trem e depois em um parque da cidade. Se o autor conseguir fotografar a vítima nua e chorando, ele consegue acesso às duas filhas e também as violenta e obriga todas a abortar.

Não, não se trata de mais um caso de violência das ruas. Esse é o enredo e objetivo do jogo japonês de computador Rapelay, que está criando polêmica no mundo todo e é vendido livremente na internet e em algumas ruas de São Paulo.

O jogo foi encontrado nos catálogos de pelo menos cinco vendedores ambulantes que trabalham na região das Ruas Santa Ifigênia e Timbiras, no centro de São Paulo. Nenhum deles possuía o jogo no local, mas havia na listagem ele e outros de hentai erótico – estilo de jogos japoneses. O preço varia entre R$ 10 e R$ 20 “dependendo de quantos DVDs serão necessários para gravar”, segundo explicou um ambulante. Cada DVD custa R$ 10. A entrega seria no dia seguinte.

Na região, é possível encontrar jogos não autorizados pela classificação do Ministério da Justiça, como Garota Virtual (erótico) e Manhunt (violência). O Rapelay também foi encontrado em um site da internet que realiza vendas por telefone. Ele acompanha um DVD com histórias em quadrinhos japonesas e o pacote completo sai por R$ 120. Os jogos podem facilmente ser baixados pela internet, em sites de compartilhamento.O Rapelay foi produzido em 2006 pela empresa japonesa Ilusion e no fim do ano passado começou a chegar a outros países. Na maioria, ele foi banido, embora continue sendo oferecido em sites de compartilhamento de dados.

Variações de violência sexual

Além de ter como foco a violência sexual, o jogo também choca ao mostrar casos de pedofilia, pois uma das vítimas usa um uniforme de estudante colegial e a outra tem 10 anos de idade, segundo as resenhas publicadas sobre o jogo. O estupro contra a segunda é feito em um quarto com ursos de pelúcia. Após elas engravidarem, o criminoso tem de convencê-las a abortar, ou será jogado por elas nos trilhos do trem.

"Nós já encaminhamos várias denúncias ao Ministério Público contra jogos desse tipo", diz o diretor-presidente da organização não-governamental SaferNet Brasil, Thiago Tavares. "Eles são usados como técnica por pedófilos para aliciar crianças. Em muitos casos de pedofilia, vimos os criminosos enviando os jogos para envolver as vítimas, passando a ideia de que relação sexual entre criança e adulto é algo natural."

IMPUNIDADE

O Ministério Público Federal (MPF) tomou conhecimento da existência do jogo por meio de um alerta da juíza da 16ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo Kenarik Bouijkian Felippe. Como faz parte do Grupo de Estudos de Aborto, ela recebeu um e-mail com o conteúdo do Rapelay e repassou para o MPF.

O caso está sendo investigado pelo Grupo de Repressão a Crimes Cibernéticos do MPF, mas alguns fatores impedem um maior combate ao jogo. De acordo com o procurador da República Sérgio Suiama, uma das dificuldades para abrir uma investigação criminal é que a legislação brasileira não tipifica o abuso sexual simulado de crianças, adolescente e adultos. "É um absurdo um jogo em que o objetivo seja um estupro, mas infelizmente não há preceitos legais para analisarmos o caso. Ele faz parte de uma grande discussão jurídica sobre até onde vai a liberdade de expressão e onde começa o crime", diz.

O procurador acrescenta que o jogo é vendido somente de maneira ilegal – produtos piratas – e não em estabelecimentos formais. "Se há locais estabelecidos no Brasil vendendo, nós vamos agir contra eles. Mas quase tudo é fruto de pirataria ou está difuso na internet para ser baixado. Os serviços de compartilhamento de dados não estão hospedados no Brasil nem são geridos por brasileiros", diz Suiama.

 

Rapelay - violencia em game

(Jornal do Senado – 12 de março de 2009)

 

 

 

 

* Assuntos relacionados: Jogos violentos / Crítica ao YouTube por mostrar estupro cometido por gangue / Orkut sem lei / Onde eles aprendem a fazer bombas / Blogueiras sofrem ameaças sexuais na web / Falta estrutura para apurar crimes contra crianças

Fonte: Revista VEJA / OGlobo Online / Brasília em Tempo real / Estadão