The Blind Side – O Lado Cego (‘Um Sonho Possível’)

 

Abrasileirando esse simpático filme americano, que não nos conta uma novidade, como já dizia e cantava Raul Seixas:

"Sonho  que se  sonha  só

É só um sonho que se sonha só.

Mas sonho que se sonha junto é realidade."

 

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(atualizado em 19.03.2010 – sinopse sem spooilers) O filme, concorreu ao Oscar de melhor filme e Sandra Bullock ganhou o de melhor atriz (07/03). É baseado em história verídica que conta a história de Michael Oher (Quinton Aaron), um jovem negro morador de rua, vindo de um lar destruído, que é adotado por uma família branca que acredita em seu potencial. Com a ajuda do treinador de futebol de sua escola e de sua nova família, Oher terá de superar diversos desafios a sua frente, o que também mudará a vida de todos a sua volta. O longa é uma adaptação do livro do jornalista Michael Lewis, “The Blind Side: Evolution of a Game”. Muitos dos jogadores e treinadores apresentados no filme foram interpretados por eles próprios, como Phillip Fulmer, ex-técnico do Tennessee. Atualmente Michel é um astro do futebol americano.

 

 

 

(o verdadeiro Michael e sua família)

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Não digo pela indicação ao Oscar, mas é um bom drama (de narrativa leve), com sutil e explícita mensagem de esperança. Particularmente gostei do filme, da mensagem e da forma como tudo foi retratado. Não ficou piegas e nem enveredou pelo caminho da autopiedade melosa. Bem equilibrado, bem dosado, com muitas cenas que emocionam sem descarrilar. Elenco afinado e boas representações (Oscar de melhor atriz para Sandra). Eis um filme que vale a pena assistir sem receio do final ser tosco ou ficar arrependidos.

 

The Blind Side – 2009 (título nos cinemas brasileiros: ‘Um Sonho Possível” – estréia nos cinemas brasileiros 19.03.2010)

Esse filme simplesmente surpreendeu todos na bilheteria. Um grande sucesso que deu a Sandra Bullock o Oscar de melhor atriz e uma indicação ao Globo de Ouro.

Informações Técnicas:

Título no Brasil: Um Sonho Possível
Título Original: The Blind Side
País de Origem: EUA
Gênero: Drama
Ano de Lançamento: 2009
Site Oficial: Estúdio/Distrib.: Warner Bros.
Direção: John Lee Hancock

Elenco:

Sandra Bullock … Leigh Anne Touhy
Kathy Bates … Miss Sue
Tim McGraw … Sean Tuohy
Lily Collins … Collins
Kim Dickens … Sra. Boswell
Quinton Aaron … Michael Oher
Rhoda Griffis … Beth
Ray McKinnon … Burt Cotton
entre outros…

 

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Um pouco mais de Michael Oher (mas só depois que assistir ao filme… ;)

 

 

Cenas após o término do filme:

Trajetória e depoimentos:

Caminho das Índias 2 – “ Slumdog Millionaire ”

 

    Quem quer ser Milionário?

Filme britânico de 2008, realizado pelo cineasta inglês Danny Boyle em Bollywood (como é chamado informalmente o rico e bem-sucedido pólo de produção cinematográfico indiano, que rivaliza em tamanho e riqueza com americana Hollywood) é ganhador de vários prêmios internacionais, entre eles, o Oscar e o Globo de Ouro.

Foi baseado e inspirado no livro "Q and A", do escritor e diplomata, Vikas Swarup, em 2003. Hoje ele é ministro e embaixador da Índia, baseado em Pretória. Em entrevista ao repórter Ubiratan Brasil, contou que decidiu escrever para combater a solidão que enfrentava em Londres à época e que foi lançado aqui em 2006 pela Companhia das Letras que relança agora a obra Sua Resposta Vale um Bilhão (tradução de Paulo Henriques Brito, 344 páginas, R$ 52).

"A ideia básica por trás do programa de perguntas e respostas foi mostrar que privilégio e riqueza não são impedimentos para a engenhosidade e que às vezes o conhecimento das ruas pode ser tão importante quanto o conhecimento extraído dos livros para se vencer um jogo como aquele". (Vikas Swarup)

 

Eu gostei do filme. Ainda não li o livro, mas certamente irá para a fila das boas tentações. É bom variarmos entre um lugar chamado Nothing Hill e um lugar chamado Mumbai… Embora esse "outro Caminho das Índias" seja mais rústico e dramático do que a perfumada história da recente novela, tem muita semelhança com a realidade de várias faces do nosso país.

"Quem quer ser milionário?" ("Slumdog Millionaire") é um filme indiano e que me surpreendeu pela construção narrativa e ótimo roteiro. É uma história de amor que supera várias dificuldades, mas até aí nada de novo. A diferença é que é uma história contada com surpreendente competência e criatividade, diante de um hiper-realismo que chega a angustiar em alguns momentos.

 

Latika (Freida Pinto), Jamal Malik (Dev Patel) e seu irmão mais velho, Salim (Madhur Mittal), são crianças marginalizadas (por viverem numa favela, terem se tornado orfãs e por serem muçulmanas), nasceram num bairro miserável de Mumbai onde tem uma infância dramática e dolorosa e respondem de maneira diversa diante das experiências dramáticas pelas quais passam.

Lá pela Índia alguns não gostaram muito do "Slumdog" no título, mas fazer o que, não? Nem só de Taj Mahal é feita a Índia. O filme trata em suas entrelinhas, de sobrevivência, superação, caráter, escolhas, dor e amor. Ingredientes nada novos, mas que se encontram na dose correta durante as quase duas horas de filme. Lendo alguns comentários sobre o filme ser estilo "conto de fadas" ou estar “glamourizando a pobreza”. Fala sério! Não pela sua estrutura universal (senão praticamente todos o seriam), mas só se for um "conto de fadas" pra lá de miserável e cruel… Não o classificaria assim, apesar dos ingredientes universais. A escolha e diferentes escolhas que os irmãos protagonistas fazem acenturam apenas que as opções existem seja qual for a realidade onde se vive.

Jamal, que consegue participar do programa Who "Wants to be a Millionaire?" o qual qualquer semelhança com o nosso tupiniquim "Show do Milhão" brasileiro não é mera coincidência. Trata-se da mesma franquia. Até os clichês, as situações previsíveis (a as imprevisíveis) ganham o espectador e levam a um mergulho nesse mundo indiano, tão semelhante a muitas realidades brasileiras.

Os saltos de tempo e os flashbacks são muito bem costurados e a narrativa não perde fluidez e ritmo, apesar do que eu cheguei a desejar que o flime tivesse uns 20 a menos. Mas tudo bem, mantém nossa atenção até o final e vale a pena. São os flashbacks que, por exemplo dão a dose certa de verossemelhança às respostas corretas de Jamal, pois acabam se contextualizando nas experiências que passou no decorrer de sua vida. Isso foi uma ótima sacada criativa.

 

 

* Site Oficial EUA – http://www.foxsearchlight.com/slumdogmillionaire
* Site Oficial Reino Unido – http://www.slumdogmillionairemovie.co.uk

Filme – Astro Boy (animação) 1963 / 2009

Para alegria da garotada nessas férias, a Imagi, que voltou no tempo para re-compor esse personagem que literalmente atravessa quase 3 gerações (58 anos) para chegar ao Século 21 acompanhado dos mais recentes efeitos especiais, liberou novas imagens para a promoção da animação de Asutoro Boi Tetsuwan ou Shin Tetsuwan Atomu, o “Astro Boy”. Nelas podemos ver o robozinho Astro (Freddie Highmore, de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”) e sua turma. A produção é baseada no mangá e animê de Osamu Tezuka, de 1963. Confira mais abaixo.

Na futurística Metro City, Astro é um robô dotado de incríveis poderes criado pelo brilhante cientista Tenma (Nicolas Cage, de “O Vidente”). Movido pela energia “azul”, Astro tem super força, visão de raio x, velocidade supersônica e habilidade para o vôo. Criado com o principal objetivo de preencher o vazio do filho desaparecido de Tenma, Astro embarca em uma jornada em busca do real sentido de seu destino, aprendendo as alegrias e emoções do ser humano.

Ao descobrir que sua família e amigos estão em perigo, Astro retorna para Metro City com a missão de salvá-los e compreender significado da palavra “herói”. No elenco temos Kristen Bell (da série “Heroes”), Bill Nighy (“Anjos da Noite”) e Donald Sutherland (“O Senhor das Armas”). A película tem direção de David Bowers (“Por Água Abaixo”) e roteiro de Timothy Harris (“Space Jam – O Jogo do Século”). A estréia está prevista para 23 de outubro de 2009, nos cinemas norte-americanos.

(Fonte: Cinema com Rapadura)

Há quem diga que o personagem foi concebido em 1951 pelo próprio Osamu Tezuka, que também criou os ainda comentados e inesquecíveis mangás japoneses (que também viraram sériés animadas para a tv e conhecidos em todo o mundo), como por exemplo “A Princesa e o Cavaleiro” (que talvez você nunca tenha ouvido falar, mas possivelmente ao ir comentando com alguém, talvez surjam algumas pistas). Foram clássicos dos quadrinhos da época e talvez um dos primeiros animes a conceituarem o termo e e fazerem sucesso, não somente no Japão, mas no mundo todo. Não é a toa que Osamu Tezuka é chamado de o Walt Disney do Japonês, pois seus personagens ainda estão aí, atravessando o tempo.

A Princesa e o Cavaleiro

"A Princesa e o Cavaleiro" (1953)

O porque do post? Vemos que “nada” ou pouco se cria, muito se recria e quase nada se inventa de verdade. Um entretenimento pipoca bacaninha e saudável, quase inocente, bom para levar a gurizada-mirim ao cinema. Será isso uma desculpa para também ir assistir?  :)

O Santo Rebelde

Já assistiu? Eu ainda não! Mas vale a pena sem dúvida, pois D. Hélder era uma pessoa mais que cativante.  Eu cheguei  a compor um irterlúdio musical a partir um texto  que ele escreveu, mas infelizmente já não era possível falar com ele, pois, na época, já se encontrava muito doente.  Uma pena que este filme-documentário sobre Dom Hélder Camara (falecido em 1999), tenha sido exibido em estreito circuito e por tão curto tempo. Foram feitas poucas cópias por questões de orçamento, o que impediu por exemplo um real “lançamento nacional”. Um grande abraço D. Hélder!!

“Dom Hélder Câmara: O Santo Rebelde”

(trailler abaixo de 2:18min -filme completo: 74min.)
Direção: Erika Bauer
Produção: Andréa Glória
Música:Marcello Bernardi
Fotografia: André Carvalheira
Edição: Sérgio Raposo e Liloye Boubli

Existem aqueles que passam por essa vida e não passam despercebidos. Deixam muito de si, apontam a direção de forma ousada e cativante. Quem conheceu D. Hélder não o esquece. Eis que ainda hoje nos oferece momentos (aos crentes e não crentes) de reflexão da práxis da vida. Porém, como é meio atemporal, talvez ressoe futuramente por recantos onde se tenham ouvidos ao menos para ouvir. Retrata um pouco de sua participação na criação da CNBB, suas ações durante a ditadura militar, suas viagens onde palestrava sobre Justiça e Paz, além de relatos de amigos. Vale a pena pegar na locadora.

Guto Santos