Formas modernas de escravidão

          Enquanto só se falava de futebol… a escravidão continua a existir, não só na África. 

 

          A referência de escravidão  que faço se trata literalmente da exploração humana de prática similar a era escravagista. Apesar de termos tantas referências a nossa era tecnológica pós moderna, século 21, a escuridão da alma pode refletir a opacidade da humanidade daqueles que tratam a pessoa humana pior do que gado de raça. Desde o tráfico de crianças e de órgãos após o terremoto no Haiti, comércio de órgãos humanos com quadrilhas desbaratadas e tantas outras ainda em atividade, como o trabalho escravo e prostituição forçada de mulheres e meninas.

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É a escravidão do século XXI. Não importa se são crianças, meninas, mulheres ou homens, qualquer um pode se tornar uma vítima.

Segundo o Protocolo para Prevenir, Suprimir e Punir o Tráfico de Pessoas, especialmente Mulheres e Crianças – mais conhecido como Protocolo de Palermo – o Tráfico de Seres Humanos (TSH) envolve:

“o recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou o acolhimento de pessoas, recorrendo à ameaça ou ao uso da força ou a outras formas de coação, ao rapto, à fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou de situação de vulnerabilidade ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tem autoridade sobre outra, para fins de exploração. A exploração deverá incluir, pelo menos, a exploração da prostituição de outrem ou outras formas de exploração sexual, o trabalho ou serviços forçados, a escravatura ou práticas similares à escravatura, a servidão ou a extração de órgãos”[1]

“O consentimento dado pela vítima de tráfico de pessoas (…) será considerado irrelevante se tiver sido utilizado de qualquer um dos meios referidos na alínea ‘a’”.[2]



[1] Art. 3º, “a”. Protocolo de Palermo.

[2] Art. 3º, “b”. Protocolo de Palermo.

(referência acima extraída do Blog – Daniela Alves)

 

 

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A praga do tráfico de seres humanos

Por Pe. John Flynn, L. C.

           ROMA, domingo, 4 de junho de 2010 (ZENIT.org) – Milhões de fãs por todo mundo, colados às telas da televisão, enquanto seguem o Mundial, talvez não percebam uma grande preocupação: o fato de que a Copa do Mundo pode favorecer um aumento no tráfico de seres humanos.

          O cardeal Wilfrid Fox Napier, arcebispo de Durban, África do Sul, mencionou isto a ZENIT em uma entrevista publicada a 5 de maio. Dizia que havia sinais de que as máfias do crime organizado estavam fazendo que pessoas entrassem ilegalmente no país para proporcionar serviços e sexuais durante o Mundial.

          Em coincidência com isto, pouco depois do começo do Mundial de Futebol, o Departamento de Estado norte-americano publicou sua Pesquisa sobre Tráfico de Pessoas 2010. É o décimo ano destas pesquisas, que seguem os fatos ligados ao comércio de seres humanos. Uma declaração que acompanha a pesquisa admite que a luta contra o tráfico humano está em suas primeiras etapas. Muitos países ainda estão aprendendo e explorando as formas de enfrentá-lo com eficácia, observa.

          Ainda que a maior parte da atenção dos meios de comunicação se centre no tráfico para fins sexuais, o Departamento de Estado aponta que são traficadas pessoas com maior frequência para trabalho forçado do que para comércio sexual. Ainda assim, os traficantes utilizam a violência sexual como forma de obrigar as mulheres a trabalhar no campo ou nas fábricas.

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Alguns dos principais resultados da pesquisa de 2010 são os seguintes:

12,3 milhões de adultos e crianças sofrem trabalho forçado ou escravo; já a prostituição forçada no mundo fica com 56% desse valor entre mulheres e meninas.

– O valor deste comércio para os traficantes é estimado em 32 bilhões de dólares ao ano.

– O predomínio de vítimas de tráfico no mundo é calculado em cerca de 1,8 por cada 1.000 habitantes. O número varia por região, alcançando 3 para cada 1.000 na Ásia e no Pacífico.

– Houve 4.166 condenações por tráfico em 2009, um aumento de 40% em relação a 2008.

– Contudo, são 62 países que não condenaram nenhum traficante sob leis adaptadas ao Protocolo de Palermo (um documento adotado por Nações Unidas sobre o tráfico de pessoas).

– Não menos de 104 países não têm leis políticas ou disposições que prevejam a deportação das vítimas.

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Protocolo

          A pesquisa explica que o Protocolo de Palermo foi o primeiro instrumento internacional sobre o tema do tráfico de seres humanos. Pediu uma atitude que se baseie no paradigma dos “3P’s”: prevenção, perseguição e proteção das vítimas. Não é suficiente perseguir os traficantes, explica a pesquisa, é preciso ouvir os afetados e adotar medidas para garantir que ninguém mais seja uma nova vítima.

          A pesquisa comenta que o tráfico pode adotar muitas formas. Em ocasiões pode implicar no engano e no seqüestro de vítimas à força, mas geralmente envolve pessoas que são forçadas e exploradas e que, incialmente, entraram em uma forma concreta de serviço de modo voluntário ou migrando por vontade própria.

          O Departamento de Estado cita estudos recentes que mostram que a maioria do tráfico no mundo adota a forma de trabalho forçado. Segundo estimativas da Organização Mundial do Trabalho, por cada vítima de tráfico submetida a prostituição à força, nove pessoas são forçadas a trabalhar. As circunstâncias de altos índices de desemprego, pobreza, discriminação e corrupção são fatores que facilitam estas práticas.

          Um tipo de trabalho é o que ocorre por uma relação ou dívida. Isso ocorre quando os traficantes ou recrutadores exploram uma dívida inicial, que o trabalhador assume como parte das condições de trabalho. Isso também pode ser inter-geracional. Segundo a pesquisa, no sul da Ásia estima-se que há milhões de vítimas de tráfico que trabalham para pagar as dívidas de seus antepassados.

          A servidão doméstica involuntária, o trabalho infantil forçado, as crianças-soldado e os jovens-soldado, o tráfico sexual de crianças são algumas das principais formas de tráfico de pessoas.

          A ampla gama de formas de tráfico resulta que este não é somente um assunto de direitos humanos, mas que também está relacionado com temas fundamentais de liberdade civil, observa o Departamento de Estado.

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Não é uma prioridade

          Apesar da seriedade deste problema, a pesquisa lamenta o baixo número de processos. A pesquisa afirma que, ainda que o tráfico de pessoas é um crime relacionado com o assassinato, violação e seqüestro, o número de processos é cada ano mais baixo, comparado com o alcance do problema. Com somente pouco mais de 4 mil processos por ano passado, este é um sinal de que as injustiças cometidas não são vistas como uma prioridade pelas autoridades.

          Com grande freqüência, as vítimas do tráfico são vistas como desperdício da sociedade, sem suficiente importância para ser um tema de preocupação. Ainda quando são tomadas medidas, são limitadas a punir os delinqüentes, sem oferecer assistência às vítimas, além de garantir que seu testemunho ajude no processo de condenação. De fato, comenta o relatório, se as vítimas estão no país de forma ilegal, muitas vezes são detidas e deportadas à força para seu país de origem.

          O relatório observa que tal resposta pode ser por próprio interesse dos governos, que se livram de potenciais cargas, mas fazem pouco para ajudar às vítimas. Por exemplo, impedem os esforços para ajudá-los a superar os traumas sofridos durante seu período de trabalho forçado.

          Logo, enviando de volta as vítimas a seu país de origem, frequentemente sem informá-las de que existem outras opções, não só as expõem ao possível trauma associado ao não ser identificada como vítima de tráfico, mas simplesmente as levam às mesmas circunstâncias e pressões que contribuíram com sua experiência de tráfico inicial.

          Dadas as dificuldades em lidar com o tráfico, a pesquisa recomenda uma maior cooperação entre as autoridades. Isso inclui cooperação tanto entre governos como com organizações não-governamentais.

          Devem ser criados grupos de trabalho especializados e é necessário estabelecer protocolos com as associações comerciais para certificar que as redes de abastecimento do comércio estejam livres da utilização de trabalho escravo.

          O relatório também defende a utilização dos meios de comunicação para denunciar a exploração. Em outra medida, se consumidores e investidores exigirem maior transparência e responsabilidade das empresas, será mais difícil que os modernos comerciantes de escravos ganhem dinheiro.

 

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Contexto amplo

          Um dos pontos mais interessantes abordado na pesquisa é a necessidade de ver o problema do tráfico de pessoas num contexto mais amplo. O Departamento de Estado observa, por exemplo, que o problema da corrupção dos funcionários públicos é o principal obstáculo ao enfrentar este tema.

          Os índices para classificar os países por suas liberdades civis e por corrupção mostram que os governos que pontuam mal no tráfico também sofrem de corrupção e de falta de liberdades civis.

          O arcebispo Agostino Marchetto, secretário do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, dirigiu-se aos participantes no Fórum de Viena para a Luta contra o Tráfico de Seres Humanos, reunido de 13 a 15 de fevereiro de 2008, para analisar este problema.

          Ele enfatizou que “o tráfico de seres humanos é uma ofensa terrível contra a dignidade humana”.

          As soluções fáceis não existem, admite Dom Marchetto. O que é necessário, contudo, são soluções que não só punam os envolvidos na organização deste tráfico, mas que também atuem para o melhor interesse das vítimas.

          Ele convidou todos para se esforçarem para lutar contra tais atividades criminosas e proteger as vítimas do tráfico humano. Mas também apontou que é necessário tratar o lado da demanda dessa exploração.

          Ainda que a atenção esteja voltada normalmente para os criminosos e as vítimas, o ponto destacado por Dom Marchetto é digno de reflexão. Se queremos que os produtos e serviços que adquirimos venham de fontes corretas eticamente, como consumidores, temos um papel a desempenhar para garantir isso.

 

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Fonte:

- ZENIT – ZP10070403 – 04-07-2010

- Tráfico de Crianças e Adolescentes para fins de exploração sexual (pps)

- Protocolo Adiconal à Convenção de Palermo (Minist. Públ. do Estado de Goiás)

- Blog – Daniela Alves (Base de Dados sobre o Tráfico da Vida Humana)

 

 

 

 

Neste Blog:

- Se coração não muda, Leis não bastam

- Mentiras mais contadas sobre Trabalho Escravo

- DESAPARECIDOS

Escolas matam a criatividade?

 

Palestra bem humorada e com conteúdo profundo e inteligente, ministrada num congresso em fevereiro de 2006, em Monterey, California, com o professor doutor, perito em criatividade, Ken Robinson (que trabalha com o desenvolvimento da criatividade, inovação e recursos humanos e defende uma reformulação do sistema escolar. Possui também extensa publicação nas áreas citadas e também na inovação, cultura e reconhecimento de outros tipos de inteligência).

Boas (e importantes) idéias para mim não possuem fronteira, de idioma, geografia ou cultura. Nestes vídeos (legendados em portugues), vale a pena assistir e refletir sobre o quanto de sensato há nas palavras deste professor. Se já seria válido ouvir uma opinião sobre uma determinada realidade educacional, podemos nos surpreender o quanto estas realidades podem possuir inúmeros pontos em comum. Fica a sugestão a alunos e professores.

 

 

O modelo padrão e padronizador de escola, aluno e professor não estaria a formar os limites rasos de um sistema educacional? Vitoriosos e corretos são só os que respondem e correspondem aos estímulos sócio-pedagógicos vigentes? Seria este o molde atual dos profissionais que se encaixam no mercado de trabalho verborrágico em sua erudição prolixa? Ou os que são bem remunerados? Bem, se essa é a régua que mede o sucesso, então as ideias do professor ainda tem muito o que rodar e debater mundo afora.

 

Uma visão otimista das idéias da palestra seria toda uma geração que passaria por um "corredor vocacional" totalmente diferente onde o despertar para o que realmente gostassem se desse em moldes otimistas, alargando os horizontes e os padadigmas.

Quais as repercussões disto na sociedade? Não saberia por onde iniciar a listagem, mas creio que os efeitos deste "risco" seriam benéficos. O que acham?

 

 

Fonte: www.ted.com e Youtube

Uma geração candidata a objeto sexual

Título original: “What’s Wrong With This Outfit, Mom?

Artigo de Patricia Dalton, articulista do "Washigton Post" e psicóloga clínica em Washington. (Versão em portugues extraída dos sites Teologia do Corpo, Sociedade Apostolado e ACEA)

 

Educar não é uma receita de bolo padronizada que basta ir ao forno em qualquer lugar do mundo. É diálogo, escuta e respeito antes de tudo. Porém também é o reconhecimento da principal responsabilidade e de que existem limites.

Nos parágrafos finais a articulista comenta e dá uma boa pista de um procedimento a ser seguido por pais conscientes e responsáveis: "Crianças que são criadas com atenção e carinho tendem a se identificar com seus pais e admira-los." ("Children who are raised with attention and affection tend to identify with and admire their parents"). "Esta identificação é a base tanto para a disciplina e à transmissão de valores." ("This identification is the basis for both discipline and the transmission of values. "Sem ela, os pais não podem fazer o seu trabalho." ("Without it, parents can’t do their job.")

 

 

 

 

What’s Wrong With This Outfit, Mom?

“Minha filha de 23 anos disse: "Vocês não vão acreditar como a Victoria’s Secret está estranha: toda em vermelho e preto, com um monte de manequins que parecem estrelas pornô." Alguns vendedores ficaram tão ofendidos com a vitrine que ameaçaram boicotar a loja; outros somente torceram o nariz. Tenho escutado variações sobre esse mesmo tema cada vez mais freqüentemente no meu escritório.

As mães se dizem incomodadas com as roupas ousadas que suas filhas adolescentes e pré-adolescentes estão usando, dentro e fora de casa. Na verdade, conflitos sobre a vestimenta é o que os leva a ir para a terapia familiar. As próprias filhas podem ser imperiosas ou mal-humoradas, mas quase todas empregam a desculpa de que "todo mundo faz isso". E realmente uma grande quantidade de meninas está fazendo isso. Antes, as mulheres reclamavam de serem reduzidas a objetos sexuais. Hoje, suas filhas estão se candidatando a ser objetos sexuais. E apesar de os pais demonstrarem desaprovação, normalmente eles não conseguem tomar nenhuma atitude. Com isso, eles colocam inadvertidamente as mulheres em risco ao permitir que pulem a "meninice". Quando uma filha sai dessa fase diretamente para a fase mulher, ela está interpretando um papel em vez de aprender gradualmente a viver sua própria vida.

Essas meninas podem parecer completas, mas não são. Muitas vezes, há uma menina perdida ali. Quem defende estilos provocativos de se vestir pegou carona na mensagem liberal dos anos 60 e a levou um pouco além. Eles vêem quem demonstra não gostar do sexualmente explícito como repressores e antiquados. Uma jovem mulher me disse: "É quase politicamente incorreto dizer que algo é inapropriado." Uma das visões mais irritantes hoje em dia é a de garotas com biquínis pequenos na piscina, ou andando por aí com calças de cintura baixa e tops, ou de salto e vestidos provocativos, às vezes completas com maquiagem e jóias. E isso não acontece só nos recitais de dança. Pode ser visto diariamente. O tempo passou, hein? As Lennon Sisters e Gidget – grupos adolescentes americanos dos anos 60 – da nossa meninice estão a anos-luz das atuais Britney Spears e Lindsay Lohan, dois atuais ícones femininos da música e do cinema. A ponte entre essas duas gerações de estrelas foi Madonna – antes de ela ter filhos e dar um jeito nas suas apresentações.

Em algum momento das décadas passadas, enquanto nós, adultos, não estávamos olhando, a classe sumiu e a vulgaridade assumiu. Volte algumas décadas atrás (se você tem idade o suficiente) até o surgimento da pílula, o primeiro método confiável de controle de natalidade. O que testemunhamos hoje em dia é o desmoronamento da subseqüente revolução sexual. Foi-se o medo da gravidez indesejada. Em conjunto, veio a assimilação de que problemas sexuais eram o resultado da repressão e que relaxar as restrições e a estrutura permitiria a todos viver em uma espécie de utopia sexual. Bem, a chamada utopia está aqui e as mulheres mais velhas têm razões para ficar alarmadas com os perigos que as jovens mulheres estão trazendo para si mesmas. Essas garotas certamente são tratadas como objetos assim como em qualquer geração anterior. É um tratamento pré-liberação disfarçado de pós-liberação. "Voltem antes que seja muito tarde!", queremos alertá-la. Porque o que as espera com este comportamento não é o Príncipe Encantado. O mais provável é que se encontrem solitárias e arrependidas. Por alguma razão, no entanto, muitas mulheres adultas não conseguem seguir os instintos nos quais confiaram durante séculos para se protegerem e às filhas.

(…) Deixaram os pais sozinhos para discutir isso, da cabeça aos pés, com suas filhas adolescentes. As mães que vêm ao meu consultório muitas vezes expressam dúvida sobre seu próprio julgamento, sem saber onde colocar limite quando suas filhas se vestem de forma provocativa. Enquanto isso, as meninas admitem abertamente que apenas reproduzem o que vêem na mídia. Uma jovem me disse que adorava o seriado da televisão Sex and the City, mas sabia que ele "contribuía" para o problema. Outro seriado, Desperate Housewives, também. Quando vejo crianças vestidas como "vamps", lembro das palavras da escritora Marie Winn no seu livro de 1981, Children Without Childhood (Crianças sem Infância): "A idade da proteção acabou". Ela descreveu a pesquisa do especialista austríaco em comportamento animal, Konrad Lorenz, sobre o que ele chamou de características neotênicas* nos jovens de várias espécies e o objetivo a que servem. Nas crianças, essas características englobam cabeças e olhos desproporcionais e proporções corporais pequenas e arredondadas. Lorenz supõe, por hipótese, que essas características funcionam como "mecanismos de liberação" internos. Elas provocam ou nutrem respostas protetoras dos adultos. Os pais – às vezes, sem perceber – colocam suas filhas em risco quando camuflam essas características ao permitir que se vistam como adultos. Esse tipo de vestimenta leva a criança a imitar comportamentos da mulher adulta que ela ainda não entende. Isso pode causar um curto-circuito no desenvolvimento normal. Pode também encorajar crianças mais velhas e adultos a se relacionar com essas jovens como seres sexuais, às vezes, com conseqüências trágicas”.

A íntegra do artigo original publicado no "The  Whashigton Post" em 2005, pode se lida em: http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2005/11/18/AR2005111801778_pf.html

 

 

*ps: nota: Neotenia é um termo usado pela biologia para designar a capacidade de reprodução em estágio larvar, ou ainda a persistência de caracteres filogenéticos larvais ou juvenis na fase adulta, como ocorre em anfíbios, por exemplo. Na neotenia os animais têm seu sistema reprodutor maturado e se reproduzem normalmente, porém seu aspecto externo é de um indivíduo jovem.

 

Ainda acrescento a seguinte informação:

A menarca (primeira menstruação) cada vez mais precoce nos dias de hoje, pode muitas vezes ter a sua precocidade relacionada diretamente com os estímulos sensoriais tidos pelas meninas, no caso. Estímulos estes desde os sensoriais, auditivos e visuais, influenciando até mesmo a própria fisiologia hormonal.

É razoável supor que nos meninos os estímulos também exerçam influência semelhante, porém não encontrei nada que pudesse ser considerado "divisor" para a vida adulta, uma vez que os organismos respondem de forma diferente às mudanças da idade.

Um exemplo nesta reportagem, com depoimento médico:

 

 

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