Dia Mundial da Internet Segura

Hoje é comemorado em 65 países o dia da Internet Segura, a fim de se promover o uso seguro da web. Tanto quanto nas ações dos usuários como nas eventuais omissões. Aos amigos e leitores digo… segurança nunca é demais. E uma das causas que quebra a nossa segurança na rede é o nosso próprio comportamento, seja real ou virtual.

 

 

 

A idéia é que os valores, a ética e a etiqueta do mundo real também exista de forma similar na grande rede de pessoas que usam computadores interligados mundialmente.

 

 

A educação no uso ético das novas tecnologias:

 

A Polícia Federal também participa neste dia 08 de fevereiro de 2011, em parceria com a ONG Safernet Brasil, Ministério Público Federal, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Rádio Câmara, OIT e outras entidades, do dia Mundial da Internet Segura.

 

 

 

 

Fonte e maiores informações:

Dia da internet segura 2011

Canal de denúncias da Polícia Federal

SaferNet Brasil – dicas de prevenção

Cetic.br

Campanha Infância sem racismo

Associação Brasileira de Magistrados e Promotores de Justiça da Infância

Internet Segura.BR

Propeg – vídeo sobre proteção na internet

 

Videos relevantes:

 

 

Video – internet segura:

 

 

Os perigos na NET!

 

 

Pense antes de postar:

 

Orkut a Principal Parada dos Criminosos na Internet:

 

 

 

Orkut Difunde Crimes da Internet para o Mundo Real:

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Apologia ao crime:

Anistia Internacional e seus Especialistas em Brasil

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Presunção da A.I. e seus "Especialistas em Brasil"

 

Eu pretendia também deixar um recado no site da Revista Época, mas parece não estar funcionando direito e o texto não é enviado

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Respondendo notícia e pronunciamento da AI:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI190710-15228,00.html

 

               Não desmerecendo a importância histórica de uma entidade como a Anistia Internacional, mas perderam um grande momento de ficarem calados.

               Tal pronunciamento foi de imensa presunção, arrogância e principalmente acoberta uma grande desinformação. Afirmar que a polícia colocou em "situação de risco ás comunidades" ou querer ensinar alguma lição de "como se faz" ou "como se deve fazer", faz do pronunciamento desse gringo, sr. Patrick Wilcken, "especialista em Brasil" soar de forma ridícula. "A operação não teve impacto positivo para a segurança da comunidade"?? Como assim?? Que "pesquisa" é essa?

              Imagine só, bastam as tolices que surgirão certamente de pessoas/políticos (políticos são pessoas?!) que sempre foram omissos, mas que agora irão querer algum pedaço na fatia da satisfação popular. A ação bem sucedida (mas que apenas começou) fala por si e conta SIM com o apoio popular, enviando um "cala boca" a todos esses "especialistas playmobil" que devem gostar muito do conforto de seus cargos e da decoração de seus escritórios, fazendo suas análises à distância, sem conhecer a vida, os sonhos, os desejos e anseios das comunidades aprisionadas pelo narcotráfico. Caros "especialistas em Brasil", caminhem dentro das comunidades, hospedem-se por um tempo dentro das comunidades, conheçam as pessoas, as famílias, seu cotidiano para então sim poder abrir a boca e emitir pronunciamentos um pouco mais honrados, honestos, precisos e à altura do pretenso ideal da instituição.

Profissão Perigo: Aluno quebra os braços e 6 dentes de professora

Cada vez mais notícias desse tipo são recorrentes no noticiário. Já foi tempo em que os alunos tinham algum tipo de respeito pelo professor e exercer essa profissão era um sinônimo de status.

Os tempos parecem difíceis, vale conferir o comportamento e vocabulário de alguns grupos de alunos pelas ruas e transporte público.

"Uma professora de uma escola técnica em Porto Alegre (RS) teve os dois braços e seis dentes quebrados após ser espancada por um aluno do curso de enfermagem que ficou revoltado por ter tirado uma nota baixa. O caso ocorreu na última terça-feira.

Após tomar conhecimento de sua nota, o rapaz utilizou uma cadeira de ferro para agredir a professora, de 57 anos. Os braços dela foram atingidos no momento em que tentou se defender. Mesmo depois de ela ter desmaiado, o estudante, que é instrutor de artes marciais, desferiu socos e chutes, quebrando os dentes da professora. Ao perceber a chegada de duas professoras, o aluno decidiu fugir.

O delegado Fernando Soares, que investiga o caso, disse que um segurança e o porteiro do prédio ainda tentaram deter o agressor mas não conseguiram. O estudante, de 25 anos, ainda não foi localizado pela polícia."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vale ressaltar que o agressor (o criminoso) não é menor de idade e que em sua fúria transparece um tipo de comportamento que certamente não deve ser novidade, pela idade (25). Eu não saberia dizer que tal covardia faz uma pessoa recuperável para conviver em sociedade… a esperança é a última que morre… e ela está se esvaindo.

 

Triste, lamentável, covarde e revoltante!

 

 

Fonte:

Yahoo Notícias
Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/12112010/25/manchetes-aluno-quebra-bracos-6-dentes.html

R7 Videos
http://noticias.r7.com/videos/aluno-quebra-os-dois-bracos-da-professora-de-quase-60-anos-no-rio-grande-do-sul/idmedia/b765ab147252beeba91a472f876aa536-1.html

REDES SOCIAIS: Vítimas Potenciais

Uma das comparações que costumo fazer é que a internet se assemelha a uma enorme banca de jornais, dessas modernas onde entramos e vemos as várias prateleiras de publicações dos mais diversos tipos. E buscamos o assunto que nos interessa.

Mas navegar na internet também se assemelha a estar andando numa enorme avenida bastante movimentada e escura, onde milhares de outras pessoas também se encontram. Com o tempo você não se incomoda com o movimento e até o abstrai, o esquece. Mas o cuidado dessa caminhada deve ser o mesmo de uma caminhada real em um lugar de condições semelhantes: prestar atenção com tudo o que ocorre ou o que pode vir a acontecer durante esse meio tempo.

 

REDES SOCIAIS

Você não se preocupa com as informações e fotos que coloca em sua rede social? Fotos do interior de sua casa, daquela viagem ao exterior, ao lado daquele carro legal? Então tome cuidado e preste bastante atenção nessa reportagem e pode multiplicar e imaginar as variações de abordagem sobre as informações encontradas em questão nos perfis de muitas pessoas.

 

 

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Reportagem do Fantástico que foi ao ar nesse domingo próximo passado (01/08/2010) (aqui a íntegra no site do Fantástico)

 

 

Informe-se e caso tenha filhos é importante também sempre conversar com eles sobre os limites da exposição das informação e imagem na web. Essa quadrilha foi presa, mas tenha certeza de que existem várias outras ainda atuando mundo afora.

Fonte:  Site do Fantástico

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No Blog:

- (In) Segurança na Web (vários: (Cuidado com o que você faz online/ Cartilha de Segurança para Internet (folheto em PDF) / Dicas contra roubos de imagens em redes sociais/ Sites de pornografia são os mais perigosos / Redes Sociais: Segurança não é uma prioridade / Banco Universal de dados/ Rumos da internet – 20 anos de web / A Internet é uma Utopia: o homem nunca foi tão sozinho / Senhas do Hotmail são publicadas em site / Senhas do Gmail e do Yahoo caem na rede /Cinco dicas para evitar armadilhas virtuais)

- Cuidado com o que você faz online

- Dicas contra roubos de imagens em redes sociais

Formas modernas de escravidão

          Enquanto só se falava de futebol… a escravidão continua a existir, não só na África. 

 

          A referência de escravidão  que faço se trata literalmente da exploração humana de prática similar a era escravagista. Apesar de termos tantas referências a nossa era tecnológica pós moderna, século 21, a escuridão da alma pode refletir a opacidade da humanidade daqueles que tratam a pessoa humana pior do que gado de raça. Desde o tráfico de crianças e de órgãos após o terremoto no Haiti, comércio de órgãos humanos com quadrilhas desbaratadas e tantas outras ainda em atividade, como o trabalho escravo e prostituição forçada de mulheres e meninas.

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É a escravidão do século XXI. Não importa se são crianças, meninas, mulheres ou homens, qualquer um pode se tornar uma vítima.

Segundo o Protocolo para Prevenir, Suprimir e Punir o Tráfico de Pessoas, especialmente Mulheres e Crianças – mais conhecido como Protocolo de Palermo – o Tráfico de Seres Humanos (TSH) envolve:

“o recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou o acolhimento de pessoas, recorrendo à ameaça ou ao uso da força ou a outras formas de coação, ao rapto, à fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou de situação de vulnerabilidade ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tem autoridade sobre outra, para fins de exploração. A exploração deverá incluir, pelo menos, a exploração da prostituição de outrem ou outras formas de exploração sexual, o trabalho ou serviços forçados, a escravatura ou práticas similares à escravatura, a servidão ou a extração de órgãos”[1]

“O consentimento dado pela vítima de tráfico de pessoas (…) será considerado irrelevante se tiver sido utilizado de qualquer um dos meios referidos na alínea ‘a’”.[2]



[1] Art. 3º, “a”. Protocolo de Palermo.

[2] Art. 3º, “b”. Protocolo de Palermo.

(referência acima extraída do Blog – Daniela Alves)

 

 

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A praga do tráfico de seres humanos

Por Pe. John Flynn, L. C.

           ROMA, domingo, 4 de junho de 2010 (ZENIT.org) – Milhões de fãs por todo mundo, colados às telas da televisão, enquanto seguem o Mundial, talvez não percebam uma grande preocupação: o fato de que a Copa do Mundo pode favorecer um aumento no tráfico de seres humanos.

          O cardeal Wilfrid Fox Napier, arcebispo de Durban, África do Sul, mencionou isto a ZENIT em uma entrevista publicada a 5 de maio. Dizia que havia sinais de que as máfias do crime organizado estavam fazendo que pessoas entrassem ilegalmente no país para proporcionar serviços e sexuais durante o Mundial.

          Em coincidência com isto, pouco depois do começo do Mundial de Futebol, o Departamento de Estado norte-americano publicou sua Pesquisa sobre Tráfico de Pessoas 2010. É o décimo ano destas pesquisas, que seguem os fatos ligados ao comércio de seres humanos. Uma declaração que acompanha a pesquisa admite que a luta contra o tráfico humano está em suas primeiras etapas. Muitos países ainda estão aprendendo e explorando as formas de enfrentá-lo com eficácia, observa.

          Ainda que a maior parte da atenção dos meios de comunicação se centre no tráfico para fins sexuais, o Departamento de Estado aponta que são traficadas pessoas com maior frequência para trabalho forçado do que para comércio sexual. Ainda assim, os traficantes utilizam a violência sexual como forma de obrigar as mulheres a trabalhar no campo ou nas fábricas.

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Alguns dos principais resultados da pesquisa de 2010 são os seguintes:

12,3 milhões de adultos e crianças sofrem trabalho forçado ou escravo; já a prostituição forçada no mundo fica com 56% desse valor entre mulheres e meninas.

– O valor deste comércio para os traficantes é estimado em 32 bilhões de dólares ao ano.

– O predomínio de vítimas de tráfico no mundo é calculado em cerca de 1,8 por cada 1.000 habitantes. O número varia por região, alcançando 3 para cada 1.000 na Ásia e no Pacífico.

– Houve 4.166 condenações por tráfico em 2009, um aumento de 40% em relação a 2008.

– Contudo, são 62 países que não condenaram nenhum traficante sob leis adaptadas ao Protocolo de Palermo (um documento adotado por Nações Unidas sobre o tráfico de pessoas).

– Não menos de 104 países não têm leis políticas ou disposições que prevejam a deportação das vítimas.

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Protocolo

          A pesquisa explica que o Protocolo de Palermo foi o primeiro instrumento internacional sobre o tema do tráfico de seres humanos. Pediu uma atitude que se baseie no paradigma dos “3P’s”: prevenção, perseguição e proteção das vítimas. Não é suficiente perseguir os traficantes, explica a pesquisa, é preciso ouvir os afetados e adotar medidas para garantir que ninguém mais seja uma nova vítima.

          A pesquisa comenta que o tráfico pode adotar muitas formas. Em ocasiões pode implicar no engano e no seqüestro de vítimas à força, mas geralmente envolve pessoas que são forçadas e exploradas e que, incialmente, entraram em uma forma concreta de serviço de modo voluntário ou migrando por vontade própria.

          O Departamento de Estado cita estudos recentes que mostram que a maioria do tráfico no mundo adota a forma de trabalho forçado. Segundo estimativas da Organização Mundial do Trabalho, por cada vítima de tráfico submetida a prostituição à força, nove pessoas são forçadas a trabalhar. As circunstâncias de altos índices de desemprego, pobreza, discriminação e corrupção são fatores que facilitam estas práticas.

          Um tipo de trabalho é o que ocorre por uma relação ou dívida. Isso ocorre quando os traficantes ou recrutadores exploram uma dívida inicial, que o trabalhador assume como parte das condições de trabalho. Isso também pode ser inter-geracional. Segundo a pesquisa, no sul da Ásia estima-se que há milhões de vítimas de tráfico que trabalham para pagar as dívidas de seus antepassados.

          A servidão doméstica involuntária, o trabalho infantil forçado, as crianças-soldado e os jovens-soldado, o tráfico sexual de crianças são algumas das principais formas de tráfico de pessoas.

          A ampla gama de formas de tráfico resulta que este não é somente um assunto de direitos humanos, mas que também está relacionado com temas fundamentais de liberdade civil, observa o Departamento de Estado.

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Não é uma prioridade

          Apesar da seriedade deste problema, a pesquisa lamenta o baixo número de processos. A pesquisa afirma que, ainda que o tráfico de pessoas é um crime relacionado com o assassinato, violação e seqüestro, o número de processos é cada ano mais baixo, comparado com o alcance do problema. Com somente pouco mais de 4 mil processos por ano passado, este é um sinal de que as injustiças cometidas não são vistas como uma prioridade pelas autoridades.

          Com grande freqüência, as vítimas do tráfico são vistas como desperdício da sociedade, sem suficiente importância para ser um tema de preocupação. Ainda quando são tomadas medidas, são limitadas a punir os delinqüentes, sem oferecer assistência às vítimas, além de garantir que seu testemunho ajude no processo de condenação. De fato, comenta o relatório, se as vítimas estão no país de forma ilegal, muitas vezes são detidas e deportadas à força para seu país de origem.

          O relatório observa que tal resposta pode ser por próprio interesse dos governos, que se livram de potenciais cargas, mas fazem pouco para ajudar às vítimas. Por exemplo, impedem os esforços para ajudá-los a superar os traumas sofridos durante seu período de trabalho forçado.

          Logo, enviando de volta as vítimas a seu país de origem, frequentemente sem informá-las de que existem outras opções, não só as expõem ao possível trauma associado ao não ser identificada como vítima de tráfico, mas simplesmente as levam às mesmas circunstâncias e pressões que contribuíram com sua experiência de tráfico inicial.

          Dadas as dificuldades em lidar com o tráfico, a pesquisa recomenda uma maior cooperação entre as autoridades. Isso inclui cooperação tanto entre governos como com organizações não-governamentais.

          Devem ser criados grupos de trabalho especializados e é necessário estabelecer protocolos com as associações comerciais para certificar que as redes de abastecimento do comércio estejam livres da utilização de trabalho escravo.

          O relatório também defende a utilização dos meios de comunicação para denunciar a exploração. Em outra medida, se consumidores e investidores exigirem maior transparência e responsabilidade das empresas, será mais difícil que os modernos comerciantes de escravos ganhem dinheiro.

 

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Contexto amplo

          Um dos pontos mais interessantes abordado na pesquisa é a necessidade de ver o problema do tráfico de pessoas num contexto mais amplo. O Departamento de Estado observa, por exemplo, que o problema da corrupção dos funcionários públicos é o principal obstáculo ao enfrentar este tema.

          Os índices para classificar os países por suas liberdades civis e por corrupção mostram que os governos que pontuam mal no tráfico também sofrem de corrupção e de falta de liberdades civis.

          O arcebispo Agostino Marchetto, secretário do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, dirigiu-se aos participantes no Fórum de Viena para a Luta contra o Tráfico de Seres Humanos, reunido de 13 a 15 de fevereiro de 2008, para analisar este problema.

          Ele enfatizou que “o tráfico de seres humanos é uma ofensa terrível contra a dignidade humana”.

          As soluções fáceis não existem, admite Dom Marchetto. O que é necessário, contudo, são soluções que não só punam os envolvidos na organização deste tráfico, mas que também atuem para o melhor interesse das vítimas.

          Ele convidou todos para se esforçarem para lutar contra tais atividades criminosas e proteger as vítimas do tráfico humano. Mas também apontou que é necessário tratar o lado da demanda dessa exploração.

          Ainda que a atenção esteja voltada normalmente para os criminosos e as vítimas, o ponto destacado por Dom Marchetto é digno de reflexão. Se queremos que os produtos e serviços que adquirimos venham de fontes corretas eticamente, como consumidores, temos um papel a desempenhar para garantir isso.

 

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Fonte:

- ZENIT – ZP10070403 – 04-07-2010

- Tráfico de Crianças e Adolescentes para fins de exploração sexual (pps)

- Protocolo Adiconal à Convenção de Palermo (Minist. Públ. do Estado de Goiás)

- Blog – Daniela Alves (Base de Dados sobre o Tráfico da Vida Humana)

 

 

 

 

Neste Blog:

- Se coração não muda, Leis não bastam

- Mentiras mais contadas sobre Trabalho Escravo

- DESAPARECIDOS

A Violência e a Fantasia

(escrito por Flávio Croffi, do notícias do msn jogos)

 

A visão articulista retrata o conflito da violência fantasiosa que termina se transformando em “violência real”. Até que ponto uma pessoa pode se deixar levar e ser influênciada, mesmo que inconscientemente, pela violência de um jogo virtual desses do tipo “hiper realista” ??? Claro que os jogos eletrônicos em geral possuem um lado bom, lúdico que literalmente dá asas a nossa imaginação. Será a fantasia banalizada da violência algo que torna comum e justificavel uma agressão real posterior? Fica a pergunta no ar…

 

 

 

Ultimamente, o mundo dos games vem recebendo muitas críticas e pressão por meio da mídia. Os desencadeadores desta atitude por parte da imprensa, novamente, são fatos ocorridos que resultaram em extrema violência ou alguma brutalidade.

Um garoto jogador de MMORPG sequestrado, dentro de um plano construído por uma quadrilha de outros jogadores, um clã. O motivo do sequestro era roubar a conta do jogador, que era primeiro no ranking do jogo em questão, para vender a pontuação e itens da mesma, em um valor equivalente a 15 mil reais. Esta quadrilha, intitulada de LaFirma, já tinha fama de roubar e usurpar vários jogadores dentro do jogo, porém, com este último fato, passando dos limites, o grupo foi parar diretamente na cadeia.

Outro fato ocorrido nos últimos anos foi a briga de dois garotos depois de uma partida de “Tíbia”, que resultou em uma morte brutal. Um garoto de 16 anos esfaqueou e serrou as pernas de outro de 12 anos.

A imprensa cobre os fatos, de maneira geral, superficialmente, sem analisar cada ponto que pode ter resultado em um comportamento do tipo, o que torna a imagem dos jogos cada vez mais negativa. Podemos notar que são casos isolados, naturalmente, entre centenas ou milhares de assassinatos, roubos, mortes, um ou dois são relacionados direta ou indiretamente aos games.

Ocorre que os crimes não relacionados aos jogos, são já comuns, portanto, há certo “destaque” quando ocorre algo novo ou incomum, como os citados acima, entre outros. Novidades são pontos chamativos, claro. E pontos chamativos resultam em audiência, que posteriormente resultam em venda. Portanto, o ser humano tem a ânsia de saber mais e mais, o velho fascínio pela violência. Uma notícia envolvendo tragédia ou brutalidade desperta interesse muito maior do que outra o qual dispõe algum indicador social do país, ou mesmo pontos críticos de uma sociedade a serem solucionados ou discutidos.

Mas vem a calhar. Será realmente que os jogos eletrônicos despertam um comportamento agressivo? Será que tais pessoas não sofrem de algum distúrbio traumático, psicológico ou criminal? Pelos números, tudo indica que a segunda opção é mais plausível, uma vez que são pouquíssimos os casos relacionados aos jogos.

Em nossa sociedade, antes mesmo dos sete anos de idade aprendemos a diferenciar o que é real e o que é irreal. E acontece da mesma forma com o entretenimento. Seja por games, filmes ou mesmo músicas. De fato, há algum fator de influência nos elementos citados, mas não tão forte capaz de fabricar assassinos brutais. Como já dito, estamos falando de entretenimento, e precisamos disso para viver.

O mundo fantástico é uma necessidade do ser humano. Todos sonham, imaginam e dão asas para seus pensamentos, um ato livre e sem barreiras. Desde pequenos, somos condicionados ao mundo do faz de conta, e dentro deste mundo, há violência, de fato. Quem nunca brincou de polícia e ladrão? De vencer possíveis monstros invisíveis? Ter super-poderes destruidores ou mesmo atirar com uma arma invisível, mesmo que em sua cabeça, a arma estava lá. Nós, quando crianças, necessitamos da violência do faz de conta, pelo simples fato de nos tornarmos mais fortes, com uma maior auto-estima e maior confiança em nós mesmos.

O princípio do ser humano é primeiro de tudo, proteger a si mesmo e posteriormente sua família, de qualquer fator agressivo que esteja a sua volta, físico ou psicológico. Aí é que entra a auto-estima e autoconfiança. São ansiedades básicas do ser humano proteger e viver, desde seu surgimento como tal.

Portanto, não cabe a nós julgarmos um jogo eletrônico, uma forma de entretenimento, como gatilho para a execução de tais crimes. Existem centenas e milhares e fatores o qual pode contribuir para o pensamento fora de ordem ou criminal.

Tais crimes ainda são chocantes para o público, devido ao fato de na maioria das vezes possuir garotos de classe média envolvidos nos mesmos. Agora, será que tais crimes estão realmente relacionados diretamente aos jogos, ou ás imposições de nossa sociedade, de status, dinheiro e a competição?

 

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Link relacionado:

- Rapelay – Divertimento virtual com estupro, pedofilia e aborto