Conversations with god

 

Compartilhando a dica de mais um filme que me parece ser interessante, apesar de não ser nenhum lançamento ou novidad (já que é de 2006). Apesar da data, ao menos para mim é novidade e pretendo assistir como se fosse um “lançamento”, pois antes eu nada vi a respeito desse filme. Alguém por acaso já assisitiu?

 

Filme - Conversations With God (2006)

 

Algumas reflexões lançadas pelo filme:

- Você acredita em Deus?
- O que você pensa a respeito de Deus?
- Quer conhecer um história real, bem produzida, que com certeza vai mudar a maneira como você vê o mundo?
- Ou na pior das hipóteses ao final do filme vai fazer com que se sinta alegre, leve, se sentindo uma pessoa melhor e com aquela sensação de quero mais…

 

Sinopse:

“Adaptação do livro de Neale Donald Walsch, que inspirou e mudou a vida de milhões de pessoas ao redor do mundo, Conversando com Deus conta a história de quando, no pior momento de sua vida, Walsch (Henry Czerny), fez a Deus algumas perguntas bem difíceis. Dentro de cada um de nós há uma voz que fala a verdade. As respostas que ele recebeu de Deus se tornaram a base de um livro internacionalmente reconhecido, que já vendeu mais de 7 milhões de cópias em 34 idiomas. O filme narra a jornada de poucas e boas de Walsch que inadvertidamente se tornou um guia espiritual. Um filme que vai mudar a sua vida.”

Quem já assistiu lança mão e desafia a quem ainda não assistiu a ver e não gostar. Será mesmo?  ;-)
Como eu ainda não vi, já o coloquei na minha lista… Parece que vale a pena procurar nas locadoras para assistir nesse feriado. E você já viu? Deixe aqui a sua impressão.

Shalom,
Guto Santos

 

 

 

 

 

Site oficial do filme: (bem bacaninha) em inglês:

-   http://www.cwgthemovie.com/

O gato malhado e a andorinha sinhá

Jorge Amado escreveu esse livro em 25 de novembro de 1948, em Paris, onde residia com a esposa e o filho. Quando o escreveu a intenção não era publicar, mas sim ser um presente a seu filho João Jorge, em seu primeiro aniversário. Antes de tudo é uma história de amor, concebida de maneira simples, bela, amorosa e grata. Em 1976, seu filho, João Jorge, encontrou-o junto dos seus pertences, resolvendo publica-lo. Carybé, a quem o livro foi dado para ler, fez belas ilustrações para o livro.

Essa fábula sobre o amor impossível de um gato solitário, bravo e mal-humorado por uma jovem, gentil e bela andorinha, acontece num parque, ao longo das quatro estações e tem como testemunha um variado grupo de animais com características humanizadas. Em 1976, seu filho, João Jorge, encontrou-o junto dos seus pertences, resolvendo publica-lo. Carybé, a quem o livro foi dado para ler, fez belas ilustrações para o livro.


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"O mundo ainda vai prestar

Para nele se viver

No dia em que a gente ver

Um gato maltês casar

Com uma alegre andorinha

Saindo os dois a voar

O noivo e sua noivinha

Dom Gato e dona Andorinha." (1)

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"Ou então, se não quiser esperar

vale a pena experimentar

jogando de lado a preguiça

pintando a soleira da porta

levantando diante do mar" (2)

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Somos todos iguais e diferentes, num paradoxo do amor e da alteridade. Na vida real, sábia e saudável, se faz aprendizado não somente lidar com o diferente, mas amar os diferentes, que se tornam meus iguais no sentimento mais misterioso do mundo: o amor.  

Surpresa! Mudança! Possibilidades! Esperança! Verdade! Amor!

Vale refletir no caminho por onde essa fábula nos arrebata. Que nossas crianças pudessem ter acesso a mais histórias assim, ao zelo de pais amorosos, a fim de, desde a mais tenra idade, poder aprender a cultivar a sensibilidade humana nas pequenas coisas, tornando-se assim uma oportunidade concreta para serem pessoas mais atentas ao outro quando crescerem. Mas nunca é tarde para ler…e viver.

 

 

Fonte: Site de Jorge Amado

(1) texto original de Jorge Amado.

(2) diálogo com o texto, Guto Santos.

O sacerdote e os livros

 

 

A mídia esqueceu Dom Paulo

 

Por Deonísio da Silva em 31/3/2009

“A técnica do livro em São Jerônimo”, de Paulo Evaristo Arns, Editora Cosac Naify, São Paulo, 2009.

Figura tão importante na luta contra o golpe de 1964, que em 1º de abril completa 45 anos, e nas batalhas travadas contra a tortura, a censura e pela redemocratização do Brasil, Dom Paulo Evaristo Arns anda esquecido da mídia. Doente, está recolhido há alguns anos.

Não tivemos tempo, no calor daquelas horas, dada a urgência da práxis política, de apreciar o seu trabalho intelectual. É oportuno lembrar a tese de doutor em Letras, que ele defendeu na Sorbonne, em francês, publicada em português em 1993, pela Imago. Estava há vários lustros fora do comércio e das livrarias e, por iniciativa da editora Cosac Naify, voltou. Intitula-se A técnica do livro em São Jerônimo.

Tal como hoje, quando se impõe o impasse entre o papel e o eletrônico, ao tempo de São Jerônimo, que nasceu em 347 e morreu em 419 ou 420, o papiro dava mostras de esgotamento, pois já era difícil encontrá-lo, principalmente no deserto, onde vivia o tradutor da Bíblia para o latim. Notemos que, naquela na época, sem manuscrito não havia autores nem leitores.

Desvendando o modo de produção do livro, Dom Paulo mostra-se exímio filólogo, detendo-se nas raízes etimológicas das palavras, como já começa a fazer à pág. 22, quando explica por que razão o latim charta, papel ou couro, do grego chartes, folha de papyros, papiro, não designa a epistula, carta.

Charta é o meio utilizado, papiro ou couro; epistula designa o conteúdo. A História fez com que charta tomasse o lugar de epistula, a ponto de, no português, as próprias epístolas dos apóstolos serem denominadas cartas.

 

O pergaminho e o papiro

Mais tarde, para fazer breves anotações, Jerônimo usará o diminutivo chartula, designando os pequenos pedaços de papel onde escrevia idéias gerais que depois seriam desenvolvidas. A melhor tradução para chartula seria fichinha, e não cartinha. A palavra chartae, plural de charta, aparece também como arquivo quando ele relata que o imperador Teodósio I mandou matar o cônsul Hesíquio. Seu crime? Subornar um taquígrafo.

Já a schedula, folha, é a folha de couro ou a casca de árvore onde o taquígrafo realiza as transcrições, compondo o rascunho, que serão corrigidas antes de serem fixadas no manuscrito.

Rascunho é palavra de étimo espanhol. Em latim, essas anotações, correções e emendas eram conhecidas como schedulae, plural de schedula, assim definida como emendatur (a ser emendado). Scheda virou cédula no português e compõe também o étimo do inglês schedule, lista, programa, relação, horário etc. Portanto, explica, didático, Dom Paulo: "Primeiro a palavra charta significa folha; depois pode significar fichinha ou rascunho; e, enfim, no plural, arquivos."

Foi graças a São Jerônimo e seus colegas, que escreviam em latim, que o pergaminho venceu o papiro. Os monges sabiam que seus escritos não eram efêmeros. Por isso, preferiam o pergaminho ao papiro, mais elegante, porém facilmente rasgável, ao contrário do pergaminho, organizado em códices, e não em rolos.

 

Os caminhos da escrita

Os copistas ensejavam roubos, subornos e muita confusão. Santo Agostinho e São Jerônimo brigaram feio porque um texto do segundo, discordando do primeiro, veio a público antes que chegasse ao destinatário. O público, que nesta época era composto de algumas dezenas de pessoas, leu bem antes de Agostinho as discordâncias de Jerônimo. Foi um dos primeiros furos.

Furo, antes de designar notícia dada em primeira mão, indicava medida tipográfica (18,044 mm) equivalente a quatro cíceros. O cícero, de 4,512 mm, tem este nome porque foi o caracter utilizado em 1469 na edição de De Oratore, de Cícero, impressa por Johann Schoffer, neto de Johann Fust. Seu avô, advogado, ourives, agiota e impressor, financiou Johannes Gutenberg, a quem executou judicialmente por dívidas, levando o inventor à falência, enquanto ele ganhava muito dinheiro com a genialidade do outro.

Também a remuneração oferece algumas luzes. O imperador Diocleciano fixa o salário do professor de retórica em 250 denários. A palavra dinheiro veio do latim denarium, moeda de prata que valia dez asses. O asse era de cobre. Um professor de línguas recebia 200 denários. Um taquígrafo, 75 denários, e um mestre de caligrafia, 50 denários.

Liber, livro, designa a película entre a madeira e a casca das árvores, e livrarium é aquele que faz as transcrições, chamado também de scriptor, redator, escrivão, origem das palavras portuguesas escritor e escritório, de significados tão diversos! Escritor como autor virá talvez com mais força de subscriptor, aquele que ao subscrever uma obra, a autentica, declarando-se autor, de auctor, do verbo agere, criar, fazer.

Para todos aqueles que estão interessados em desvendar e refazer os caminhos do livro e da escrita, recomendamos com entusiasmo a leitura deste livro de Dom Paulo Evaristo Arns.

 

Fonte: Observatório da Imprensa

Filme – The Jane Austen Book Club – 2007

* Gênero: Drama, Romance – EUA

* Direção e Roteiro: Robin Swicord

* Elenco: Jimmy Smits (Daniel Avila), Maggie Grace (Allegra Avila), Marc Blucas (Dean Drummond), Maria Bello (Jocelyn), Kathy Baker (I) (Bernadette), Amy Brenneman (Sylvia Avila), Emily Blunt, Kevin Zegers (Trey)

* Site Oficial: http://www.sonyclassics.com/thejaneaustenbookclub


cartaz

o cartaz

Aproveito para abrir 2009 com a sugestão deste filme, que apesar de não ser nenhum lançamento – para quem ainda não assistiu –  vale a pena conferir. O “Clube de Leitura de Jane Austen” é um drama romântico, leve e bem humorado, bem roteirizado e com boas falas. O mergulho nos personagens é feito na medida suficiente para nos deixar “apegar” por eles, nada muito raso, nem muito fundo.

A história, em resumo, trata-se de seis californianos que formam um grupo de leitura e discussão sobre os livros de Jane Austen, autora de “Orgulho e Preconceito” e outros famosos romances. Seis meses. Seis livros. Seis membros. Os encontros acabam revelando paralelos de experiências emocionais muito maiores.

Não é um clássico do ano, mas apresenta a teoria que indaga se o texto é que é escrito sobre o cotidiano da vida ou se a vida é mais inesperada e criativa do que qualquer texto. O ‘leitor-espectador’ é que decide no final de tudo. Mas o filme que surge como despretensioso, consegue ultrapassar a barreira do “filme-pipoca” e realmente apresentar reflexões interessantes sobre a complexa práxis do relacionamento humano. O elenco é competente e funciona bem: Maria Bello (Obrigado por Fumar), Josh Lucas (Poseidon), Ellen Burstyn (Divinos Segredos), Emily Blunt (O Diabo Veste Prada) e Jimmy Smits (Star Wars: Episódio III).

O filme busca mesclar histórias reais com a ficção de Jane Austen. Consegue seu objetivo em parte, ainda que simplifique demais as situações e os personagens, nos tradicionais estereótipos. Mas ainda assim é agradável.

Diz a lenda pela web que o livro “The Jane Austen Book Club”, de Joy Fowlers, sucesso de vendas nos Estados Unidos, já está sendo adaptado para o cinema por Robin Swicord (roteirista de “Memórias de uma Gueixa”, “Adoráveis Mulheres”, entre outros). A lenda também diz que ela  vai dirigir o filme e já escalou o elenco. Vale esperar (sentados) para conferir.  :)


Ou seja, não assista esperando algum furacão arrebatador nas telas, mas é sincero no romance de sua trama.


(trailler)


Lá fora o DVD e o Blue Ray já sairam, por aqui ainda não vi… E você já assistiu este filme? Comente o que achou dele, ou ao menos se deu vontade de assistir?!