REDES SOCIAIS: Vítimas Potenciais

Uma das comparações que costumo fazer é que a internet se assemelha a uma enorme banca de jornais, dessas modernas onde entramos e vemos as várias prateleiras de publicações dos mais diversos tipos. E buscamos o assunto que nos interessa.

Mas navegar na internet também se assemelha a estar andando numa enorme avenida bastante movimentada e escura, onde milhares de outras pessoas também se encontram. Com o tempo você não se incomoda com o movimento e até o abstrai, o esquece. Mas o cuidado dessa caminhada deve ser o mesmo de uma caminhada real em um lugar de condições semelhantes: prestar atenção com tudo o que ocorre ou o que pode vir a acontecer durante esse meio tempo.

 

REDES SOCIAIS

Você não se preocupa com as informações e fotos que coloca em sua rede social? Fotos do interior de sua casa, daquela viagem ao exterior, ao lado daquele carro legal? Então tome cuidado e preste bastante atenção nessa reportagem e pode multiplicar e imaginar as variações de abordagem sobre as informações encontradas em questão nos perfis de muitas pessoas.

 

 

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Reportagem do Fantástico que foi ao ar nesse domingo próximo passado (01/08/2010) (aqui a íntegra no site do Fantástico)

 

 

Informe-se e caso tenha filhos é importante também sempre conversar com eles sobre os limites da exposição das informação e imagem na web. Essa quadrilha foi presa, mas tenha certeza de que existem várias outras ainda atuando mundo afora.

Fonte:  Site do Fantástico

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No Blog:

- (In) Segurança na Web (vários: (Cuidado com o que você faz online/ Cartilha de Segurança para Internet (folheto em PDF) / Dicas contra roubos de imagens em redes sociais/ Sites de pornografia são os mais perigosos / Redes Sociais: Segurança não é uma prioridade / Banco Universal de dados/ Rumos da internet – 20 anos de web / A Internet é uma Utopia: o homem nunca foi tão sozinho / Senhas do Hotmail são publicadas em site / Senhas do Gmail e do Yahoo caem na rede /Cinco dicas para evitar armadilhas virtuais)

- Cuidado com o que você faz online

- Dicas contra roubos de imagens em redes sociais

Cuidado com o que você faz online

Trancar ou liberar? Apagar ou guardar? E-mails e fotos já estão espalhados na internet. Devemos nos preocupar?

 

Recordando que no oceano da internet o hobbie de muita gente que não tem coisa melhor pra fazer é xeretar e até pesquisar sobre potenciais vítimas de golpes, descobrir informações sensívies e coisas semelhates. Eu mesmo já comentei, com pessoas amigas, sobre o fato de estarem usando seu nome completo em seus e-mails e nos seus perfis das redes sociais das quais participam. Tudo é um quebra-cabeça de dados embaralhados à espera de alguém que os decifre. Por isso vale muito a pena ler o artigo da jornalista Tatiana de Melo a respeito das atividades online.

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(desenho extraído do Blog do ê)

 

 

por Tatiana de Mello Dias, de O Estado de S. Paulo, 03 de agosto de 2009

Depois de apertar o botão de enviar, você sabe o caminho que o e-mail percorre entre a sua caixa de saída e a caixa de entrada do destinatário? Já parou para pensar no destino de suas informações a cada vez que posta um comentário em um blog, manda um SMS, twitta ou deixa um recado no Facebook? Segundo alguns especialistas, você deveria se preocupar.

"Toda vez em que fazemos um upload na web, perdemos o controle sobre a informação", disse ao Link Roxana Geambasu, pesquisadora da Universidade de Washington e selecionada pelo Google Fellowship Program como expoente na área de computação em nuvem.

Ela diz que quando mandamos um e-mail, não temos a menor ideia de qual será o destino final daquela informação. Mesmo que você apague a mensagem, quem recebeu pode guardá-la por tempo indeterminado. Fotos divertidas de amigos fazem sucesso no Facebook, mas podem reaparecer em uma entrevista de emprego. Você pode apagar os SMS que envia, mas nada garante que quem os recebeu fez o mesmo.

Essa lógica vale para todas as ferramentas de comunicação online. E a computação em nuvem a torna ainda mais presente. Afinal, a tendência é que os dados deixem de ser armazenados em nossos computadores e passem a ser guardados em servidores espalhados por aí.

"Todo mundo está usando a nuvem. É muito bom, funciona, é prático. Mas é bom lembrar que direta ou indiretamente, pode haver problemas. As pessoas estão esquecendo os riscos", explica Renato Opice Blum, advogado especialista em crimes digitais.

Segundo Blum, a atual legislação brasileira não determina como nem por quanto tempo os provedores guardarão essas informações. O texto do PL 84/1999 (a Lei Azeredo), que legisla sobre os crimes na internet, diz apenas que o provedor de acesso deve armazenar os dados de conexão dos usuários por três anos. Com essas informações nas mãos, os provedores ficariam incumbidos de delatar caso seus clientes cometessem um crime – mesmo se fosse apenas baixar uma música na rede.

DELETADO PARA SEMPRE

O que Roxana e seus colegas na Universidade de Washington propõem é uma alternativa completamente diferente: uma ferramenta que tira do Estado o controle das nossas informações. Com o Vanish, aplicativo desenvolvido por eles, as mensagens que enviamos pela internet são codificadas e, depois de um tempo predeterminado, nunca mais são reveladas.

"Se você se preocupa com privacidade, a internet hoje é um lugar muito assustador. Se as pessoas entendessem onde e como os e-mails são guardados, elas seriam mais cuidadosas ou não os usariam", diz Tadayoshi Kohno, professor de Ciências da Computação e um dos pesquisadores que desenvolveu a ferramenta.

POR ONDE ANDAM SEUS DADOS

Com base no que eles disseram, o Link procurou alguns prestadores de serviço de e-mail e telefonia celular para saber mais sobre o assunto.

Segundo a assessoria do Google, os e-mails no Gmail ficam guardados enquanto o usuário mantiver a conta ativa. Os arquivos ficam em servidores "espalhados em pontos estratégicos do mundo", em localização não especificada. A Microsoft deu respostas parecidas.

Os e-mails no Hotmail ficam guardados em servidores fora do País, e podem ser acessados apenas pelo dono da conta – mas, em casos de investigação criminal, a empresa consegue "verificar o conteúdo de uma conta mediante mandato policial". Segundo a Microsoft, "uma vez excluído da lixeira, o usuário não conseguirá mais ver o e-mail". O Yahoo não respondeu às perguntas. "Essas questões têm relação direta com políticas de privacidade", justificou a assessoria.

Em relação às mensagens e ligações para celular, o tráfego dos nossos dados também não fica muito claro. A Anatel especifica que as operadoras têm de utilizar "todos os recursos tecnológicos para assegurar a inviolabilidade do sigilo das comunicações", mas não diz como isso pode ser feito. A agência também determina que os registros de ligações (efetuadas e recebidas, com data, horário, duração e valor) fiquem armazenados por cinco anos.

O Link entrou em contato com as operadoras Tim, Claro, Vivo e Oi para saber mais sobre o assunto. A reportagem questionou como funciona o envio de SMS entre o seu celular e o da pessoa para quem você mandou a mensagem e também como e por quanto tempo ficam armazenadas os registros de ligações. As quatro operadoras afirmaram que não divulgam essas informações. Tanto a Tim quanto a Oi justificaram motivos "estratégicos".

Por não sabermos ao certo como nossos recado são guardados, é preciso prestar atenção à maneira como usamos a internet. Será que, afinal, uma ferramenta para apagar de vez nossas pistas na rede é realmente necessária?

 

Fonte:  Estadão

Dicas contra roubo de imagens em redes sociais

Ladroes_imagem

Conheça cinco dicas contra roubo de imagens em redes sociais :

1) Evite fazer o upload de fotos – Embora uma imagem valha do que mil palavras, se não for realmente necessário não a publique. Esta é provavelmente a maneira mais simples de se evitar roubos de imagem.

2) Verifique as opções de privacidade – O Facebook e outras redes sociais oferecem várias opções para restringir o acesso aos conteúdos publicados. É possível escolher se os dados e imagens serão públicos ou disponíveis somente a um número limitado de pessoas. Além disso, uma boa idéia é não utilizar serviços e opções de terceiros, especialmente aqueles que pedem para revelar as credenciais de login.

3) Adicionar uma marca d’água – Outro método simples para proteger o conteúdo visual é inserir uma marca d’água (digital) visível com seu nome ou logotipo. Embora altere a imagem, esta prática irá desencorajar qualquer um que quiser roubar e usar as fotografias para uma finalidade diferente. Aplicações de edição profissional de imagem incluem essa opção, mas também existem outros programas freeware que possuem capacidades semelhantes e podem ser encontrados facilmente na internet.

4) Utilize imagens com baixa qualidade e tamanho reduzido– Mantenha as imagens com uma resolução de 72 dpi e se possível não ultrapassar o tamanho de 640 x 480 pixels (como na imagem acima), com isso a imagem será reconhecida e a identidade visual ficará intacta.

5) Tente não postar uma imagem individual – Fotografias individuais, tanto de adultos como de crianças, tem mais chances de serem roubadas, para fins criminosos, do que fotografias com amigos família, natureza ou conjuntos que são difíceis de serem removidos da imagem.

6) Se não tiver jeito, dê prioridade para compartilhar fotos de baixa qualidade e tamanho reduzido, para evitar utilizações mais incrementadas sem autorização.

Sem neura, basta não abusar, panfletando sua imagem pessoal!

Fonte: Convergência Digital

Redes sociais: Segurança não é uma prioridade

 

(Facebook, Twitter, MySpace, Linkedin, Orkut*)

Após a divulgação de seu relatório mensal de segurança, a Sophos afirmou que redes sociais como Twitter e Facebook devem se preocupar mais com invasores.

Segundo o relatório da empresa, os serviços estão mais preocupados em aumentar a quantidade de usuários em seus bancos de dados, o que deixa brechas na manutenção e confiabilidade da rede. “Companhias baseadas na Web 2.0 precisam examinar seus sistemas e determinar como evitar a ação de criadores de vírus, scammers, spammers e ladrões de identidade”, afirmou Graham Cluley, consultor da Sophos.

O documento também informa que as empresas estão vulneráveis às diversas pragas virtuais a partir desses sites. Basta que o usuário clique em links supostamente enviados por seus contatos.

Nas últimas semanas, os serviços sofreram com o excesso de spam e vulnerabilidades que permitem o roubo de contas e dados pessoais dos usuários. O último a passar pro problemas foi o MySpace, que foi atacado com a técnica de phishing.

 

Fonte: James Della Valle, de INFO Online

 

* OBS: O Orkut – não foi listado no Relatório de Segurança da SOPHOS porque o ibope dele só é considerável no Brasil e Índia. Nos EUA não se destaca dentre os mais utilizados. O que não quer dizer que seja ‘imune’ ou sua segurança seja forte, muito pelo contrário. Portanto, atenção, cuidado, prûdência e canja da galinha não faz mal a ninguém.

Moral da história:

- Use com moderação, não coloque nunca dados sensíveis, particulares e importantes online e tenha sempre preferência por usar um nickname, evitando usar como nick de contato seu nome completo.