Ensaiando

Mãe e filho


Pequena poesia

 

 

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava.

 

Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais…

Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

 

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.

 

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém…

 

Pra que o dia fosse enorme,
bastava toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe…

 

 

(Sebastião da Gama – 1924 – 1952)

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Publicado às quarta-feira, 3 dezembro, 2008 por em Poesia e marcado , , , , .

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