Ensaiando

O que eu penso dos outros?


 

          Eis uma dessas histórias de autoria desconhecida que circulam a anos pela web. Supostamente essa é bastante antiga, antes de nossas avós, quem sabe até do tempo do Brasil Colônia mesmo. Preservando a linha central, faço alguns comentários posteriormente.

 

porcorindo

 

"Conta- se que numa pequena cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado de pouca inteligência, que vivia de pequenos biscates e esmolas. Diariamente eles chamavam o bobo ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas – uma grande de 400 réis e outra menor, de 2000 réis. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos. "Eu sei" – respondeu o não tão tolo assim – "ela vale 5 vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda."

 

           Pode- se tirar algumas conclusões dessa simplória narrativa. Tomemos no momento apenas a bússola indo para o lado noroeste da questão. Primeiro: Quem parece idiota, nem sempre o é. Quão acostumados estamos a crer cegamente nas aparências, nas conjecturas, formando as vezes verdadeiros enredos imaginários sem fundamentação em algo mais concreto ou objetivo. Ainda no rumo noroeste outro aspecto possível poderia ser: Se você for ganancioso(a), poderá acabar estragando sua fonte de renda. Daí uma resposta possível para a pergunta: Quais eram os verdadeiros tolos da história?

 

          Mas talvez na base da historieta tenha um elemento interessante, e que no mundo de hoje constantemente vem a tona respirar do nosso ar: A percepção de que podemos estar bem mesmo quando os outros não nutrem uma boa opinião a nosso respeito. Podemos nos manter em "estado de lucro" não meramente material, mas de ânimo. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas quem realmente somos. Encaixa aqui a frase que o padre Fábio de Melo apresenta em um dos seus escritos: "Eu sei quem sou, os outros apenas imaginam."

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Um comentário em “O que eu penso dos outros?

  1. Cris Oliver
    quinta-feira, 1 abril, 2010

    Oiee meu amado e admirável amigo, pela primeira vez comentando, e justamente com esses simpático suíno roinc roinc rss… muito interessante essa historieta.. isso me trás a tona também as vezes que nós nem somos os que zomba, nem os que são zomabados e muito menos o questionador, mas estamos do lado de fora vendo a cena julgando, criticando, levando a diante o ocorrido, mas de braços cruzados para a necessidade do próximo, as vezes até rimos né… é temos que mudar muitas coisas em nós…. Bjinhos

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Publicado às sexta-feira, 26 março, 2010 por em Contos e Encontros e marcado , , , .

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