Ensaiando

Cyberbullying o fetiche disfarçado de diversão


          A algum tempo atrás eu escrevi um post sobre um dos ‘games do estupro’, que ainda hoje é um dos posts mais visitados do meu blog. Escrevi como uma denúncia e um alerta. Mas infelizmente ainda hoje muita gente dedica tempo a procurar e baixar o game Rapelay, mas não sabem (ou sabem) que estão alimentando uma indústria que vai “modelando” aos poucos, influenciando as mentes mais fracas e ‘vazias’ e formando tipo uma “cultura online” machista (de quem pode e quem não pode, geralmente coisificando e instrumentalizando a pessoa da mulher), pois vivem de frivolidades e banalidades. Não possuem um objetivo de vida em que se construa algo de útil para si e/ou para os outros. Isso é claro, a maioria – sem generalizar. Esse jogo é um exemplo, a ponta do grande iceberg. Mas que tem muita gente se perdendo nessas besteiras, ah isso tem.

Vejam por exemplo esse depoimento de uma jovem ‘gamer’, Jhulia Sallviano, de 19 anos, estudante de serviço social (segundo a fonte publicado na Revista Marie Claire) onde o que era para ser um divertimento, um entretenimento, torna-se objeto de agressão, desrespeito, amplificado pelo ‘anonimato’ da rede. O que muitos diziam que “é só um jogo”, já começa a dar fortes indícios de que pode facilmente cruzar a linha tênue entre ficção-fetiche e a realidade.

 

GTA

GTA

 

Alguns trechos:

“Todos os sábados, Jhulia Sallviano estudante brasiliense de 19 anos, aproveita a tarde livre para fazer hidratação nos cachos. Passa um condicionador, veste a touca térmica, liga seu aparelho de videogame e se distrai com Skyrim, um jogo de fantasia medieval em que guerreiros de armaduras lutam com dragões e outras criaturas mitológicas.

Cada participante escolhe um personagem e encontra, no ambiente virtual, milhares de usuários. Os jogos são online e neles é possível conversar com estranhos pelo microfone, fazer amigos e combinar estratégias – tudo a sós no sofá de casa.

Jhulia começou a gostar de games aos 4 anos. Mas, ultimamente, toma dois cuidados antes de iniciar a maioria das sessões. Com o controle em mãos, elege um apelido que poderia ser de um homem – bem diferente do “princess” que costumava usar dois anos atrás – e se certifica de que o microfone está desligado. Não quer que outros jogadores saibam que há uma mulher entre eles, e tem motivos para isso.

“Era xingada o tempo inteiro. Diziam para eu ir lavar louça ou buscar uma cerveja pra eles. Mas fiquei com medo mesmo quando me ameaçaram de estupro”, diz.

violencia-mulheres

E continua…

O assédio começou no fim de 2013, assim que passou a jogar online e usar o headset, acessório que combina fones de ouvido e microfone. Em uma de suas primeiras lutas, derrotou um jogador americano que, assim que foi vencido, disse que queria vê-la nua.

“Ele escrevia: ‘Dizem que as brasileiras têm uma bunda incrível, é verdade? Mostra!’. Fiquei muito constrangida.” Num chat que aparece na tela da TV, o jogador também pediu para ver os seios dela e não parou de insistir até que foi bloqueado por ela.

Atitudes como essa apareceram em todos as partidas seguintes. “Não sei jogar calada. Então comemorava meus golpes e reclamava das manobras sujas. Aí, assim que ouviam minha voz, diziam: ‘É mulher? Sai daqui!’.” A coisa ficou pior quando ela ganhou o selo de “mestre” (para consegui-lo, é preciso conquistar 15 outros selos anteriores em disputas contra adversários de nível mais avançado) e passou a participar de campeonatos e galgar boas posições.

“Eu venci a primeira luta, ele a segunda e, quando venci a terceira, ele não aceitou. Voltou uns minutos depois e disse que sabia que eu morava em Brasília, que ia me achar e me estuprar.”
Enfim… é algo lamentável mas que no atual, tecnológico e confuso mundo que vivemos trata-se de algo que temos que aprender a lidar, a evitar e principalmente a como educar as crianças e adolescentes para que não transformem-se em indivíduos deformados social e humanamente, desde a mais tenra idade.
Quem quiser ler a íntegra da matéria pode acessar o site nesse link.
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Publicado às terça-feira, 16 junho, 2015 por em Cultura e Comportamento e marcado , , , , , , .

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