Ensaiando

O gato malhado e a andorinha sinhá


Jorge Amado escreveu esse livro em 25 de novembro de 1948, em Paris, onde residia com a esposa e o filho. Quando o escreveu a intenção não era publicar, mas sim ser um presente a seu filho João Jorge, em seu primeiro aniversário. Antes de tudo é uma história de amor, concebida de maneira simples, bela, amorosa e grata. Em 1976, seu filho, João Jorge, encontrou-o junto dos seus pertences, resolvendo publica-lo. Carybé, a quem o livro foi dado para ler, fez belas ilustrações para o livro.

Essa fábula sobre o amor impossível de um gato solitário, bravo e mal-humorado por uma jovem, gentil e bela andorinha, acontece num parque, ao longo das quatro estações e tem como testemunha um variado grupo de animais com características humanizadas. Em 1976, seu filho, João Jorge, encontrou-o junto dos seus pertences, resolvendo publica-lo. Carybé, a quem o livro foi dado para ler, fez belas ilustrações para o livro.

 

*  *  *  *  *  * 

“O mundo ainda vai prestar

Para nele se viver

No dia em que a gente ver

Um gato maltês casar

Com uma alegre andorinha

Saindo os dois a voar

O noivo e sua noivinha

Dom Gato e dona Andorinha.” (1)

*  *  *  *  *  * 

*  *  *  *  *  *

“Ou então, se não quiser esperar

vale a pena experimentar

jogando de lado a preguiça

pintando a soleira da porta

levantando diante do mar” (2)

*  *  *  *  *  * 

 

Somos todos iguais e diferentes, num paradoxo do amor e da alteridade. Na vida real, sábia e saudável, se faz aprendizado não somente lidar com o diferente, mas amar os diferentes, que se tornam meus iguais no sentimento mais misterioso do mundo: o amor.  

 

 

 

 

Surpresa! Mudança! Possibilidades! Esperança! Verdade! Amor!

Vale refletir no caminho por onde essa fábula nos arrebata. Que nossas crianças pudessem ter acesso a mais histórias assim, ao zelo de pais amorosos, a fim de, desde a mais tenra idade, poder aprender a cultivar a sensibilidade humana nas pequenas coisas, tornando-se assim uma oportunidade concreta para serem pessoas mais atentas ao outro quando crescerem. Mas nunca é tarde para ler…e viver.

 

 

Fonte: Site de Jorge Amado

(1) texto original de Jorge Amado.

(2) diálogo com o texto, Guto Santos.

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Publicado às quinta-feira, 22 julho, 2010 por em Contos e Encontros, CroniCometando e marcado , , , , , , , .

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